As despesas com saúde eram, em 2014, das mais baixas entre a União Europeia, em termos de percentagem do PIB. Mas Portugal está entre os países em que o Estado mais comparticipa
Portugal gastava, em 2014, 9% do produto interno bruto (PIB) com saúde, o que corresponde a 1.498 euros por habitante, revelam os dados divulgados esta quarta-feira, 15 de Fevereiro, pelo Eurostat.
Portugal é assim o 15.º país, entre 27 estados-membros da União Europeia, que menos percentagem do PIB gasta com saúde, com a França, Alemanha e Países Baixos a liderarem o "ranking", com cerca de 11% do PIB adjudicados a esta área.
Quando analisados os dados por origem de financiamento, Portugal é o sexto país onde o Estado mais comparticipa (65%), mas é também o sétimo país onde a população mais paga (27,5%) para ter acesso aos cuidados de saúde. Já os sistemas comparticipados pelas empresas correspondem a 0,8% das despesas, o que coloca Portugal em sétimo lugar.
Portugal destaca-se entre como o país que mais percentagem de despesa aloca aos cuidados curativos e de reabilitação. São 66,1% do valor total, não havendo nenhum país que igual ou supere esta percentagem, o segundo maior provém de Chipre (65,3%) e em último surge a República Checa (46,5%).
Já a percentagem alocada a cuidados preventivos (0,8%) é a quarta mais baixa, numa tabela liderada pelo Reino Unido (4,1%). Nos medicamentos, Portugal era, no ano em análise, o 10.º país com percentagem mais baixa neste segmento, onde a disparidade entre os países é enorme. A Bulgária reserva 42,7% das despesas para medicamentos, enquanto a Dinamarca reserva 9,9%. Em Portugal a percentagem é de 19,6%.
Nos cuidados prolongados, Portugal adjudicava 2,4% do bolo, o que corresponde ao 5.º país com percentagem mais baixa.
Texto completo em "Jornal de Negócios"
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Pacto em Saúde avança
«Vila Real e Funchal recebem primeiras unidades privadas. Cobertura geográfica alarga-se.
Dez novos hospitais, 300 milhões de euros de investimento, 3000 postos de trabalho, eis a agenda da hospitalização privada até 2020. Os projetos privados regressam em força, depois de uma fase de expectativa e consolidação ditada pela crise.
Das estreias em Vila Real e na Madeira, com reforços da oferta na região de Lisboa, há apostas em novas áreas geográficas e diversas tipologias hospitalares – ambulatório, médico-cirúrgicos, neuro-ciências, saúde comportamental, medicina física e de reabilitação e oncologia.
"O futuro da Saúde em Portugal passará por hospitais privados", afirma Óscar Gaspar, que lidera a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) desde outubro de 2016. O gestor destaca a expansão da "cobertura territorial" e o esforço de grupos como a Trofa Saúde, que evoluiu de uma lógica regional para uma vocação nacional. Mas os dois principais operadores (Mello Saúde e Luz Saúde, da Fosun) são quem mais investe.
Parceria Luz Saúde/ Universidade Católica
O Grupo José de Mello Saúde aplicou 26 milhões de euros no CUF Viseu (2016) e conta investir, até 2018, 100 milhões no CUF Tejo, em Alcântara, e 15 milhões no CUF Almada. Até 2020, investirá ainda 50 milhões de euros na ampliação do CUF Descobertas, com a instalação de um hospital de dia oncológico com 11 camas de internamento.
Em Lisboa, a Luz Saúde, em parceria com a Universidade Católica, prepara a instalação de duas unidades (Cascais e Lisboa) do Hospital Universitário. É a primeira vez que uma universidade privada vai ter uma faculdade de Medicina. Óscar Gaspar realça o "carácter inovador" deste modelo que traduz o interesse dos privados em gerir faculdades de medicina.
Até ao final do ano, a Clínica Comportamental Senhor da Serra investirá cinco milhões de euros, perto de Monsanto, numa nova unidade hospitalar especializada em saúde mental. (...)
Texto completo em Saude SA
Farmacêuticas cortam produção de medicamentos para quimioterapia por não serem lucrativos
A situação é considerada "muito grave" pelos profissionais de saúde
Agentes de quimioterapia como a ciclofosfamida, o 5-Fluoroucilo e a hormonoterapia tomaxifeno estão a transformar-se em medicamentos de "difícil aquisição, porque as farmacêuticas estão a desinteressar-se da sua produção, devido aos preços baixos. A notícia é avançada hoje em manchete pelo JN, segundo o qual a situação é classificada como "muito grave" pelos especialistas do setor.
O mesmo jornal adianta que as farmácias hospitalares já estão a recorrer umas às outras para compensar a escassez, sendo que alguns médicos estarão já a recorrer a terapêuticas mais caras ou a alternativas menos eficazes ou, pelo menos, com menos provas dadas.
O diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direcção-Geral de Saúde, Nuno Miranda, em declarações ao JN, fala em "problema muito grave", dado que muitos dos medicamentos em causa são insubstituíveis.
Também Fátima Cardoso, responsável do Programa de Investigação do Cancro da Mama do Centro Clínico Champalimaud, salienta que são "fármacos básicos necessários para cerca de 80% dos doentes oncológicos" e insiste que este é um tema que gera preocupação.
DN
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Quais empresas controlam o que comemos?
Theresa Krinninger
Cada vez menos indústrias dominam o mercado de alimentos, indica estudo; através de fusões, empresas na cadeia de produção ficam cada vez maiores, e quem perde são os produtores e consumidores
"Está na hora de voltar nossos interesses para além do que chega ao nosso próprio prato", comenta um texto explicativo do "atlas dos conglomerados" Konzernatlas 2017, que a Fundação Heinrich Böll, ligada ao Partido Verde alemão, divulgou em meados de janeiro em Berlim, em conjunto com a Fundação Rosa Luxemburgo, a Liga do Meio Ambiente e Proteção da Natureza (Bund), as ONGs Germanwatch e Oxfam e a publicação mensal Le Monde Diplomatique.
Todos são atingidos pela forma como a indústria agrícola e alimentar está evoluindo. Os mais afetados, no entanto, são os elos mais fracos na cadeia de produção: os agricultores e a classe trabalhadora nos países emergentes e em desenvolvimento, que são os mais expostos ao poder de mercado das corporações.
Ao mesmo tempo, através de fusões, as empresas ao longo da cadeia de produção ficam cada vez maiores. Desde 2015 aconteceram 12 megafusões, ou uma a cada dois meses, em média. No ano passado, o setor agrícola e alimentar foi o mais atingido; a indústria agroquímica "encolhe para ficar especialmente grande", escrevem os autores.
No agronegócio global, sete empresas dominam a produção mundial de pesticidas e sementes. No fim de 2017, no entanto, a agricultura terá outra cara. "Estamos vendo que, em breve, não vamos mais lidar com oligopólios, mas com três grandes monopólios", afirma Barbara Unmüssig, membro da diretoria da Fundação Heinrich Böll e coeditora do Konzernatlas 2017.
No agronegócio global, sete empresas dominam a produção mundial de pesticidas e sementes
Política sob pressão
O grupo alemão Bayer pretende comprar a produtora de sementes americana Monsanto, tornando-se assim a maior fabricante mundial de agroquímicos. As companhias americanas DuPont e Dow Chemical deverão se fundir, e a ChemChina planeja comprar a empresa química suíça Syngenta.
"Quanto mais poder de mercado se concentra nas mãos de algumas poucas empresas, não somente os consumidores e consumidoras ficam dependentes de seus produtos, mas também os agricultores e agricultoras, a quem são ditados os preços que têm de pagar por sementes e pesticidas", aponta Unmüssig, acrescentando que a liberdade de escolha dos consumidores diminui, e a pressão sobre a política aumenta. "Quanto mais se concentra o poder de mercado, mais os políticos se tornam vulneráveis."
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Cada vez menos indústrias dominam o mercado de alimentos, indica estudo; através de fusões, empresas na cadeia de produção ficam cada vez maiores, e quem perde são os produtores e consumidores
"Está na hora de voltar nossos interesses para além do que chega ao nosso próprio prato", comenta um texto explicativo do "atlas dos conglomerados" Konzernatlas 2017, que a Fundação Heinrich Böll, ligada ao Partido Verde alemão, divulgou em meados de janeiro em Berlim, em conjunto com a Fundação Rosa Luxemburgo, a Liga do Meio Ambiente e Proteção da Natureza (Bund), as ONGs Germanwatch e Oxfam e a publicação mensal Le Monde Diplomatique.
Todos são atingidos pela forma como a indústria agrícola e alimentar está evoluindo. Os mais afetados, no entanto, são os elos mais fracos na cadeia de produção: os agricultores e a classe trabalhadora nos países emergentes e em desenvolvimento, que são os mais expostos ao poder de mercado das corporações.
Ao mesmo tempo, através de fusões, as empresas ao longo da cadeia de produção ficam cada vez maiores. Desde 2015 aconteceram 12 megafusões, ou uma a cada dois meses, em média. No ano passado, o setor agrícola e alimentar foi o mais atingido; a indústria agroquímica "encolhe para ficar especialmente grande", escrevem os autores.
No agronegócio global, sete empresas dominam a produção mundial de pesticidas e sementes. No fim de 2017, no entanto, a agricultura terá outra cara. "Estamos vendo que, em breve, não vamos mais lidar com oligopólios, mas com três grandes monopólios", afirma Barbara Unmüssig, membro da diretoria da Fundação Heinrich Böll e coeditora do Konzernatlas 2017.
No agronegócio global, sete empresas dominam a produção mundial de pesticidas e sementes
Política sob pressão
O grupo alemão Bayer pretende comprar a produtora de sementes americana Monsanto, tornando-se assim a maior fabricante mundial de agroquímicos. As companhias americanas DuPont e Dow Chemical deverão se fundir, e a ChemChina planeja comprar a empresa química suíça Syngenta.
"Quanto mais poder de mercado se concentra nas mãos de algumas poucas empresas, não somente os consumidores e consumidoras ficam dependentes de seus produtos, mas também os agricultores e agricultoras, a quem são ditados os preços que têm de pagar por sementes e pesticidas", aponta Unmüssig, acrescentando que a liberdade de escolha dos consumidores diminui, e a pressão sobre a política aumenta. "Quanto mais se concentra o poder de mercado, mais os políticos se tornam vulneráveis."
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
PPP, prejuízo para o Estado
«Hospitais PPP: que nome lhes dará Augusto Santos Silva?
Não há qualquer poupança nas PPP. Os estudos que pretendem demonstrá-lo partem de bases e modelos comparativos escolhidos a dedo para obter o resultado pretendido.
Não é preciso ser muito esperto para perceber que o ministro da saúde quer manter a gestão privada do hospital de Cascais, bem como todas as restantes PPP. O concurso anunciado é uma habilidade destinada a fingir que o ministro ainda nada decidiu e que, entre público e privado, não tem sequer preferência.
Não ter preferência já seria grave - lembremos que o governo tem no seu programa a defesa da natureza pública do SNS. Mas preferir a gestão privada, isso, é bem mais grave e confirma que Adalberto Campos Fernandes representa a continuidade da política de saúde. Não é por acaso, nem por engano, que os comentadores de direita (e até alguns políticos, incluindo o PR) não escondem a sua simpatia pelo ministro. Recuemos alguns anos e recordemos como nos foi vendida a excelência das PPP: primeiro, sem capacidade de investimento por parte do estado, elas permitiam o financiamento de novos hospitais; segundo, a gestão privada tem virtudes que estão ausentes da gestão pública.
O tempo sepultou cada um destes argumentos. O primeiro perdeu toda a actualidade e sentido – o investimento está feito – e, o segundo, revelou-se falso, quer pelos estudos, que negam a existência de ganhos de gestão nas PPP, quer por uma outra razão, indiscutível, porque factual: os grupos privados foram buscar às administrações dos hospitais públicos os gestores que colocaram à frente de cada PPP. Os argumentos agora são outros. O ministro espera que do concurso resulte "uma proposta de valor melhor do que aquela que existe", sendo que valor melhor é aquele que os estudos comparativos mostrem ser mais barato para o Estado. Portanto, hoje, a grande promessa, é a poupança de dinheiros públicos, garantida por estudos objectivos e contas rigorosas. (...)
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sábado, 17 de dezembro de 2016
Carta de Boas Festas aos sócios
Este problema endémico no país tem ganho retratos região a região: falamos de mais de 45.000 horas em dívida aos profissionais de enfermagem no Centro Hospital de Tondela e nas Unidades Hospitalares de Guarda e Seia. Veja-se o caso do Minho ou do Porto, em que os números (ainda incompletos, veja bem!) apontam para 152 mil horas em dívida.
Não há, de facto, vontade política em repor as horas em dívida a todos os enfermeiros, em admitir mais profissionais (exemplo do IPO, em Lisboa) e em garantir a realização profissional e pessoal, mantendo-se o congelamento de salários e direitos centrais no dia-a-dia de cada enfermeiro.
Esse dia-a-dia é, de facto, captado pelas câmaras da SIC em Faro e as condições degradantes em que vários 'heróis' passam (apenas) a ter protagonismo mediático. O SEP tem - consecutivamente - contestado exatamente estes problemas quando reunimos com os deputados, quando reivindicamos alterações ao Orçamento, quando contestamos, em plenos pulmões, que a degradação acelerada da profissão não pode continuar.
A deterioração - e a ausência de vontade administrativa - é também no setor privado. E esta semana é uma semana negra para os trabalhadores do SBSI (Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas) - a administração rompeu negociações com os sindicatos e acabou unilateralmente com as convenções coletivas. Saiba o que os plenários (altamente participados) de trabalhadores decidiram.
É fundamental que se junte ao seu Sindicato na reivindicação dos seus direitos.
Organizámos o conjunto de protocolos e parcerias já celebrados pelo SEP para que, enquanto sócio, usufrua destas vantagens. Já tem, de facto, todos os argumentos do seu lado: lute connosco.
Volto a escrever-lhe dentro de 15 dias.
Aproveito, por isso, para lhe desejar Boas Festas e um Natal feliz na companhia dos que lhe são mais próximos.
Até lá, força!
José Carlos Martins
Presidente do SEP
PS: Agradecemos a carta de José Carlos Martins, a quem também desejamos Boas Festas e um Natal Feliz (e pouco dinheiro), gostaríamos era de saber como vai obrigar as administrações dos hospitais e outras instituições do SNS a pagar as horas que foram arrancadas aos escravos dos enfermeiros. Vai colocá-las em tribunal, vai disponibilizar apoio jurídico a quem entender seguir esta via? Vai mobilizar os enfermeiros para uma greve geral por tempo indeterminado? Vai promover manifestações como em 2010? O que vai fazer? Isto é que é importante, repetir o que todos já conhecemos, mais não será que perder tempo. E já agora o que vai aconselhar aos enfermeiros que estão a entregar o pedido do pagamento de horas no S. Recursos Humanos, no CHUC, e que de forma prepotente e ilegal obtêm como resposta "tem que entregar ao seu chefe", como forma de empatar? Será enviar por correio registado e aviso de recepção para o Conselho de Administração (CA) do CHUC, e fazer queixa do funcionário e de quem lhe deu a ordem simultaneamente para o CA e Inspecção-Geral das Actividades em Saúde? Ficamos à espera.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Hospitais estão a dever mais de 67 mil dias de folga aos enfermeiros
Cartoon: "Exploração dos trabalhadores" de Shahid Atiqullah
Ministério afirma que para minimizar a carência de profissionais tem "aprovado a generalidade" dos pedidos de contratação
Os hospitais estão a dever aos enfermeiros mais de 539 mil horas extraordinárias, correspondente a mais de 67 mil dias de folgas (tendo em conta turnos diários de oito horas), situação que se tem agravado com a não contratação de profissionais em número suficiente, apontam o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e a Ordem. E este levantamento feito pelo sindicato só tem dados de 27 instituições, faltando ainda outras 18. O Ministério da Saúde afirma que tem procurado minimizar a carência "autorizando a generalidade dos pedidos de contratação". Já o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares (APAH) diz que com as limitações financeiras as contratações poderão demorar mais que o desejável.
Patrícia trabalha há nove anos numa urgência de um hospital do norte do país. Estão a dever-lhe mais de 150 horas. "É um desgaste muito grande. Faltam muitos enfermeiros no serviço e continuamos a fazer muitas horas a mais. Há colegas que são contratados e desistem passado pouco tempo por causa da carga de trabalho e porque são contratos de substituição que não dão mais estabilidade." Para quem fica, a pressão é cada vez maior. "Estamos a dar tudo para que nada falte, para que as pessoas sejam bem tratadas e no final só nos dizem que temos de fazer mais. Somos pressionados a aceitar as horas a mais. E depois não temos as folgas devidas. Em nove anos nunca passei o que estou agora a passar. É muito desmotivante."
daqui
Ministério afirma que para minimizar a carência de profissionais tem "aprovado a generalidade" dos pedidos de contratação
Os hospitais estão a dever aos enfermeiros mais de 539 mil horas extraordinárias, correspondente a mais de 67 mil dias de folgas (tendo em conta turnos diários de oito horas), situação que se tem agravado com a não contratação de profissionais em número suficiente, apontam o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e a Ordem. E este levantamento feito pelo sindicato só tem dados de 27 instituições, faltando ainda outras 18. O Ministério da Saúde afirma que tem procurado minimizar a carência "autorizando a generalidade dos pedidos de contratação". Já o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares (APAH) diz que com as limitações financeiras as contratações poderão demorar mais que o desejável.
Patrícia trabalha há nove anos numa urgência de um hospital do norte do país. Estão a dever-lhe mais de 150 horas. "É um desgaste muito grande. Faltam muitos enfermeiros no serviço e continuamos a fazer muitas horas a mais. Há colegas que são contratados e desistem passado pouco tempo por causa da carga de trabalho e porque são contratos de substituição que não dão mais estabilidade." Para quem fica, a pressão é cada vez maior. "Estamos a dar tudo para que nada falte, para que as pessoas sejam bem tratadas e no final só nos dizem que temos de fazer mais. Somos pressionados a aceitar as horas a mais. E depois não temos as folgas devidas. Em nove anos nunca passei o que estou agora a passar. É muito desmotivante."
daqui
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