segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Trabalhadores precários do Centro Hospitalar do Oeste em greve
«Utentes do Centro Hospitalar do Oeste solidários com trabalhadores precários
"Se não existirem profissionais qualificados disponíveis, se a regra na saúde for a precariedade, nós, utentes, seremos os mais prejudicados", alertam num manifestam público, no qual é saudada a "coragem" dos trabalhadores.
No documento, os perto de 200 utentes alertam para a delapidação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), "com falta de verbas e transferência de recursos para o setor privado". "Os profissionais da saúde estão a perder direitos a cada dia e isso também destrói os serviços", acrescentam.
Demonstrando "total solidariedade com os Precários do CHO que estiveram em greve na semana passada, com uma adesão quase total", saúdam a sua "coragem".
"Foi público que estes trabalhadores se demonstraram disponíveis a suspender a greve caso a administração do CHO lhes desse garantias de direitos iguais aos restantes colegas de trabalho. Tal não aconteceu, para manter a desigualdade e dividir os profissionais do CHO, a administração aceitou colocar os utentes em risco e o colapso de alguns serviços", lamentam os utentes.
Segundo assinalam, "a luta dos Precários do CHO é mais do que justa. Lutam pelos seus direitos no trabalho mas também pela qualidade dos serviços prestados aos utentes, que exigem profissionais permanentes e qualificados".
Manifesto dos Utentes Solidários com os Precários do CHO
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domingo, 23 de outubro de 2016
Óscar Gaspar, presidente da APHP...
Era em Novembro de 2015 e continua fora de momentos de crise epidémica...
... OU COMO O PS SEMPRE ESTEVE LIGADO À DESTRUIÇÃO DO SNS A FAVOR DOS LOBIES PRIVADOS
«Ex-assessor de Sócrates lidera hospitais privados
Óscar Gaspar, ex-secretário de Estado da Saúde no segundo Governo de José Sócrates, foi eleito "por unanimidade" presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que representa perto de uma centena de unidades privadas de saúde, com um volume de negócios anual que ascende a 1.800 milhões de euros.
Natural de Vagos, licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto e pós-graduado em Gestão Pública pela Universidade de Aveiro, o novo líder dos hospitais privados portugueses trabalhou no BCP entre 1992 e 1997, começando depois disso a colaborar activamente com o Partido Socialista.
Assessor do grupo parlamentar dos socialistas (1997-1999) e depois assessor e chefe de gabinete do secretário de Estado do Orçamento (1999-2001) no Executivo liderado por António Guterres, voltou ao círculo político com o regresso dos socialistas ao poder – durante a era Durão/Santana em São Bento foi administrador da Metro-Mondego e colaborou com a Iberdrola. No primeiro mandato de José Sócrates (2005-2009) foi assessor económico; ascendeu a secretário de Estado da Saúde na legislatura sem maioria absoluta interrompida em 2011. Já com a troika em Portugal e com António José Seguro no Largo do Rato, não perdeu protagonismo público: integrou a Comissão Política, assumiu-se como um dos principais conselheiros da direcção e até porta-voz do partido para os assuntos económicos, saindo em Setembro de 2014 depois de António Costa concretizar o assalto à liderança.
Até ser eleito presidente da direcção da APHP para o triénio 2016-2018, Óscar Gaspar ocupava o cargo de director dos assuntos externos da multinacional farmacêutica MSD – Merck Sharp & Dohme em Portugal, que abandonou em Agosto. Nos próximos dois anos assume como principal desafio "a maior participação da hospitalização privada nas discussões da política de saúde".
Texto completo aqui
... OU COMO O PS SEMPRE ESTEVE LIGADO À DESTRUIÇÃO DO SNS A FAVOR DOS LOBIES PRIVADOS
«Ex-assessor de Sócrates lidera hospitais privados
Óscar Gaspar, ex-secretário de Estado da Saúde no segundo Governo de José Sócrates, foi eleito "por unanimidade" presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que representa perto de uma centena de unidades privadas de saúde, com um volume de negócios anual que ascende a 1.800 milhões de euros.
Natural de Vagos, licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto e pós-graduado em Gestão Pública pela Universidade de Aveiro, o novo líder dos hospitais privados portugueses trabalhou no BCP entre 1992 e 1997, começando depois disso a colaborar activamente com o Partido Socialista.
Assessor do grupo parlamentar dos socialistas (1997-1999) e depois assessor e chefe de gabinete do secretário de Estado do Orçamento (1999-2001) no Executivo liderado por António Guterres, voltou ao círculo político com o regresso dos socialistas ao poder – durante a era Durão/Santana em São Bento foi administrador da Metro-Mondego e colaborou com a Iberdrola. No primeiro mandato de José Sócrates (2005-2009) foi assessor económico; ascendeu a secretário de Estado da Saúde na legislatura sem maioria absoluta interrompida em 2011. Já com a troika em Portugal e com António José Seguro no Largo do Rato, não perdeu protagonismo público: integrou a Comissão Política, assumiu-se como um dos principais conselheiros da direcção e até porta-voz do partido para os assuntos económicos, saindo em Setembro de 2014 depois de António Costa concretizar o assalto à liderança.
Até ser eleito presidente da direcção da APHP para o triénio 2016-2018, Óscar Gaspar ocupava o cargo de director dos assuntos externos da multinacional farmacêutica MSD – Merck Sharp & Dohme em Portugal, que abandonou em Agosto. Nos próximos dois anos assume como principal desafio "a maior participação da hospitalização privada nas discussões da política de saúde".
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Bayer-Monsanto: uma união diabólica
Imagem: Enrico Bertuccioli
Hedelberto López Blanch (Rebelión)
«A anunciada compra em curso da Monsanto pela Bayer é uma imagem da colossal dimensão e concentração que o capital monopolista assume na fase actual do capitalismo. E do seu significado para a humanidade: duas empresas cujo historial é o de uma sucessão de danos e de autênticos crimes, cuja acção torna muitos medicamentos e produções agrícolas em fontes de destruição e doença. E daí retiram superlucros.
As empresas Bayer e Monsanto, em lugar de beneficiarem a população mundial com os seus medicamentos e alimentos transgénicos provocam em contrapartida, em muitas ocasiões, graves enfermidades e até a morte a numerosas pessoas, ao mesmo tempo que ampliam constantemente os seus enormes lucros.
Após vários meses de negociações, a companhia farmacêutica alemã Bayer confirmou a compra do fabricante estado-unidense de Transgénicos Monsanto por 66 000 milhões de dólares.
O acordo deverá ser fechado em finais de 2017 e se por qualquer motivo fracassar a Bayer indemnizará a Monsanto em 2 000 milhões de dólares.
Para o acordo a enorme companhia alemã fará um aumento de capital e contratará um crédito ponte de 57 000 milhões de dólares com os bancos Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs, HSBC e JP Morgan. A aquisição de Monsanto converterá também a Bayer no maior produtor de sementes e pesticidas do mundo.
Ambas as empresas têm um enorme e perigoso historial contra a saúde das pessoas relacionado com produtos criados a partir da utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
Vejamos alguns dos grandes problemas criados por essas empresas. As pastilhas confeccionadas à base da hormona drospirenona custaram à Bayer 2 000 milhões de dólares, em pagamentos a cerca de 10 000 mulheres para evitar longos expedientes judiciais e mais escândalos.
(...) Texto completo
Hedelberto López Blanch (Rebelión)
«A anunciada compra em curso da Monsanto pela Bayer é uma imagem da colossal dimensão e concentração que o capital monopolista assume na fase actual do capitalismo. E do seu significado para a humanidade: duas empresas cujo historial é o de uma sucessão de danos e de autênticos crimes, cuja acção torna muitos medicamentos e produções agrícolas em fontes de destruição e doença. E daí retiram superlucros.
As empresas Bayer e Monsanto, em lugar de beneficiarem a população mundial com os seus medicamentos e alimentos transgénicos provocam em contrapartida, em muitas ocasiões, graves enfermidades e até a morte a numerosas pessoas, ao mesmo tempo que ampliam constantemente os seus enormes lucros.
Após vários meses de negociações, a companhia farmacêutica alemã Bayer confirmou a compra do fabricante estado-unidense de Transgénicos Monsanto por 66 000 milhões de dólares.
O acordo deverá ser fechado em finais de 2017 e se por qualquer motivo fracassar a Bayer indemnizará a Monsanto em 2 000 milhões de dólares.
Para o acordo a enorme companhia alemã fará um aumento de capital e contratará um crédito ponte de 57 000 milhões de dólares com os bancos Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs, HSBC e JP Morgan. A aquisição de Monsanto converterá também a Bayer no maior produtor de sementes e pesticidas do mundo.
Ambas as empresas têm um enorme e perigoso historial contra a saúde das pessoas relacionado com produtos criados a partir da utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
Vejamos alguns dos grandes problemas criados por essas empresas. As pastilhas confeccionadas à base da hormona drospirenona custaram à Bayer 2 000 milhões de dólares, em pagamentos a cerca de 10 000 mulheres para evitar longos expedientes judiciais e mais escândalos.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Enfermeira "precária" ganha batalha no Tribunal de Justiça
«A utilização de contratos precários para suprir necessidades de trabalho permanentes viola o direito comunitário
A enfermeira espanhola Maria Elena Pérez López trabalhou, desde fevereiro de 2009 até junho de 2013, no Hospital Universitário Gregorio Marañón de Madrid com um contrato que foi renovado sete vezes. Renovação atrás de renovação, sem interrupções. Nomeações para "serviços determinados de natureza temporária, conjuntural ou extraordinária", defende o hospital; uma atividade permanente, garante a enfermeira. Maria Elena decidiu recorrer aos tribunais para denunciar a situação. Não era um caso isolado, mas acabou por chamar a atenção para uma realidade comum em Espanha - muitos trabalhadores das administrações públicas estão com contratos precários a suprir as necessidades permanentes dos serviços.
"Esta prática é habitual em todos os ministérios e a nível local, regional e nacional", garante ao DN o advogado Luís García Botella. "Só no nosso escritório temos 400 casos. No setor da saúde, incluindo médicos, enfermeiros e auxiliares, 30% a 40% dos trabalhadores estão nesta situação."
Este não foi o primeiro caso a ir aos tribunais, mas foi o primeiro em que uma juíza (do julgado contencioso-administrativo n.º 4 de Madrid), também ela precária, decidiu enviar o caso para as instâncias europeias. Os advogados da enfermeira, Luís García Botella e Silvia Sánchez Recio, aceitaram a ideia e o caso foi parar ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), no Luxemburgo. Caiu nas mãos do magistrado François Biltgen, ex-ministro de Trabalho e do Emprego em Luxemburgo.
Desta forma, o Tribunal de Justiça fica a saber que o que está a acontecer com a enfermeira Maria Elena Pérez López é uma prática habitual nas administrações espanholas que podem contratar pessoas por meses, semanas e até apenas por dias. E decidiu que esta norma, que permite a renovação de contratos temporários para atender as necessidades de pessoal permanente e estáveis e realizar uma atividade normal de trabalhador fixo, não se ajusta ao direito comunitário.
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UE exige aos governos que tratem melhor a saúde mental
Só metade dos doentes mentais graves que vivem nos países da União Europeia têm acesso a cuidados adequados. Os efeitos negativos destas doenças representam 450 mil milhões de euros/ano. Por isso, a Europa quer compromissos e atuação.
A União Europeia (UE) quer que os países europeus assumam um compromisso sério para garantir mais cuidados de saúde mental. Por isso os 25 Estados membros, mais a Islândia e a Noruega, reuniram-se para avaliar problemas e fazer propostas para dar mais tratamentos, consultas, prevenção e envolver mais áreas políticas.
O retrato assim o exige: as doenças mentais são muito comuns e têm um efeito negativo na qualidade de vida pessoal e profissional (representam 22% da carga das incapacidades); são mais de 450 mil milhões de euros anuais os custos diretos e indiretos (cuidados médicos, faltas ao trabalho, etc.); só cerca de metade dos doentes mentais graves na UE têm acesso a tratamentos adequados e há infraestruturas institucionais ultrapassadas.
A avaliação recaiu em cinco áreas, para as quais a UE faz propostas e pede aos países que implementem as recomendações, façam uma avaliação dos resultados e que mudem a legislação se preciso: são as Linhas de Ação Estratégica para a Saúde Mental e Bem estar da União Europeia. Os projetos inovadores vão ter apoio para que possam ser implementados nos restantes países.
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terça-feira, 20 de setembro de 2016
Indicadores de saúde pioraram durante os anos da crise
«As melhorias de vários indicadores de saúde, que se registaram até 2008, desaceleraram a partir dessa data e até 2012, coincidindo com a crise.
De acordo com o coordenador do Plano Nacional de Saúde, Rui Portugal, a partir de 2008, estas melhorias aconteceram a um ritmo muito mais lento, esperando-se agora a sua recuperação.
A propósito da Conferência Plano Nacional de Saúde - Desafios presentes, que decorre, esta segunda-feira, em Lisboa, Rui Portugal deu o exemplo da qualidade de vida em pessoas com mais de 65 anos.
O objetivo é aumentar em 30% a esperança de vida saudável e com qualidade aos 65 anos, bem como reduzir as diferenças entre géneros, uma vez que as mulheres têm uma pior qualidade de vida nesta idade.
"A partir de 2008 houve um desaceleramento da melhoria deste indicador", adiantou, o que foi "coincidente com a crise".
Relativamente a outra meta prevista no Plano Nacional de Saúde, de reduzir a mortalidade abaixo dos 70 anos a 20 por cento do total da mortalidade, registam-se "melhorias", embora ainda seja necessário "algum esforço para evitar esta mortalidade".
O objetivo passa por intervenções ao nível do comportamento (alimentação, tabaco, sal) e na melhoria do acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
João Portugal disse esperar que a melhoria dos indicadores de saúde retome o seu ritmo de crescimento anterior à crise e foca o investimento em fatores que possam melhorar a vida das pessoas: "A responsabilidade de cada um pela sua saúde".
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Enfermeiros do Hospital de Braga anunciam greve de 4 dias
«A PPP do Hospital de Braga, do grupo Mello Saúde, deve a enfermeiros e enfermeiras 30 mil horas e só quer pagá-las em três anos, segundo o sindicato, apesar de ter tido 7 milhões de lucro em 2015. A greve é também por mais profissionais e contra a discriminação salarial.
PPP do Hospital de Braga, do grupo Mello Saúde, deve a enfermeiros e enfermeiras 30 mil horas e só quer pagá-las em três anos, segundo o sindicato
Enfermeira/os do Hospital de Braga vão fazer quatro dias de greve, nos dias 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro. O Hospital é gerido pela PPP Escala Braga do Grupo Mello Saúde. O sindicato dos enfermeiros portugueses (SEP), salienta que a PPP Escala Braga teve 6,7 milhões de lucros, em 2014, e 7 milhões, em 2015, segundo a administração da PPP. O grupo Mello Saúde anunciou recentemente um lucro de 12,6 milhões de euros.
Em conferência de imprensa, a dirigente do Guadalupe Simões afirmou, segundo a Lusa: "As respostas da administração às exigências dos enfermeiros foram uma mão cheia de nada. Quando estão 30 mil horas a mais por pagar aos enfermeiros [cerca de 500 mil euros] e a proposta que nos fazem é que esse trabalho seja considerado trabalho normal e para ser pago durante quase três anos, sem haver um plano de admissão de enfermeiros, significa que estas horas nunca irão ser pagas".
Aqui
PPP do Hospital de Braga, do grupo Mello Saúde, deve a enfermeiros e enfermeiras 30 mil horas e só quer pagá-las em três anos, segundo o sindicato
Enfermeira/os do Hospital de Braga vão fazer quatro dias de greve, nos dias 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro. O Hospital é gerido pela PPP Escala Braga do Grupo Mello Saúde. O sindicato dos enfermeiros portugueses (SEP), salienta que a PPP Escala Braga teve 6,7 milhões de lucros, em 2014, e 7 milhões, em 2015, segundo a administração da PPP. O grupo Mello Saúde anunciou recentemente um lucro de 12,6 milhões de euros.
Em conferência de imprensa, a dirigente do Guadalupe Simões afirmou, segundo a Lusa: "As respostas da administração às exigências dos enfermeiros foram uma mão cheia de nada. Quando estão 30 mil horas a mais por pagar aos enfermeiros [cerca de 500 mil euros] e a proposta que nos fazem é que esse trabalho seja considerado trabalho normal e para ser pago durante quase três anos, sem haver um plano de admissão de enfermeiros, significa que estas horas nunca irão ser pagas".
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