"Se o país virou a página da austeridade e saiu do estado de emergência (nota: esta é para rir!), está na hora de dar condições aos enfermeiros para que seja possível cuidar das pessoas como elas merecem", defendeu a nova bastonária da Ordem dos Enfermeiros, que integra o Conselho Nacional do PSD e foi adjunta do ex-secretário de Estado da Saúde Carlos Martins no Governo de Durão Barroso.
No discurso da tomada de posse dos novos órgãos estatutários da Ordem dos Enfermeiros, que teve lugar na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Ana Rita Cavaco lembrou que, nos últimos anos, emigraram milhares de profissionais.
"Eles longe e nós aqui, a precisar tanto do seu profissionalismo e da sua paixão", lamentou, sublinhando que "os cortes financeiros, a má gestão dos serviços e as duvidosas nomeações para a gestão de topo na saúde exigem aos enfermeiros escolhas cada vez mais difíceis".
A nova bastonária, que integra o Conselho Nacional do PSD e foi adjunta do ex-secretário de Estado da Saúde Carlos Martins no Governo de Durão Barroso, afirmou ao ministro Adalberto Campos Fernandes que pode contar com a OE para "evitar a fuga de mais jovens altamente qualificados".
"Se o país virou a página da austeridade e saiu do estado de emergência, está na hora de dar condições aos enfermeiros para que seja possível cuidar das pessoas como elas merecem", frisou, defendendo que "não há regulação da profissão sem assegurar um número mínimo de enfermeiros nos serviços que garanta a segurança das pessoas e sem assumir que os baixos salários têm influência direta na prestação dos cuidados".
Segundo dados da OE, citados pelo Correio da Manhã, nos últimos sete anos, 14 780 enfermeiros pediram a documentação para emigrar. Destes, 7357 pertencem ao Norte do País.
Na esquerdanet
domingo, 31 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
À laia de balanço sobre o que foi a Saúde em 2015
O que tem sido entregue aos bancos, na assumpção das suas dívidas pelo estado, é o que tem sido cortado aos rendimentos dos trabalhadores e às funções sociais do estado; na Saúde, na Educação, na Segurança Social, os cortes foram tremendos, e não se vislumbra uma inversão de marcha, bem pelo contrário, e os bens públicos, as empresas do estado rentáveis, foram todas elas despachadas a preço da uva mijona. Na Saúde, em particular, os cortes foram feitas não só para destruir o SNS como para financiar directamente os negócios dos privados, grupos económicos e médicos (e não só, mas principalmente), a diversos níveis, que vão sabotando e minando os serviços públicos na sua acessibilidade e qualidade.
A morte do jovem David Duarte foi a mais noticiada, seguida quase de imediato de idoso com AVC isquémico que não foi atendido no Hospital de Faro por não haver neurorradiologista de serviço, tendo sido recambiado para o de José e deste para os CHUC, onde acabou por falecer. Foi o fim de ano com duas mortes, uma delas pelo menos perfeitamente evitável, já com um ano atravessado por outros acontecimentos que mostram a que ponto de degradação o SNS foi lançado devido à política intencional e deliberada levada a cabo pelo governo fascista PSD/CDS de má memória:
o ano de 2014 já terminara com a morte 12 cidadãos e de mais outros 375 infectados pela legionella, acontecimento quase único na Europa civilizada e bem revelador do estado da saúde pública em Portugal, para logo no início do ano as urgências dos hospitais públicos terem rebentado com o aumento de casos de gripe, autênticos caos que o secretário de estado da altura atribuído a propaganda comunista, foram cerca de 2000 mil mortes que poderiam ter sido evitadas; o caso da morte da cidadã Maria Vitória Moreira Forte que foi deixada morrer no Hospital de Almada foi notícia, por si e pelo texto redigido pelo filho que atribui a morte da mãe ao gang de assassinos acoitados no governo, e marca o início do ano; Maria Manuela Ramalho Ferreira, que morreu de hepatite C à espera de medicação, fez com que o filho fizesse a acusação, devidamente fundamentada, na Comissão Parlamentar de Saúde: A minha mãe não morreu, mataram-na!
E o ano de 2015 termina como se sabe, com os factos mais notórios na comunicação social mas que mais não são que a ponta do iceberg de uma realidade bem triste e evitável. Somente um dos resultados, mas de certeza dos mais trágicos, da entrega de 13 mil milhões de euros (7,3% do PIB) à banca para a salvar da crise sistémica onde inevitavelmente está mergulhada; não pela má gestão, mas pela sua própria natureza. A promessa de ministro das Finanças de que é a última vez que se usará dinheiro público para salvar a banca não deixa de ser uma mentira descarada.
O SNS deve ser restaurado como resposta universal e gratuita a todo o cidadão, separando completamente o privado que, ao manter-se, terá que contar com as suas próprias virtualidades, no pressuposto de possuir alguma, e não parasitar o serviço público. Quem trabalha no público, não trabalha no privado; não há PPP's; não há financiamentos directos nem indirectos, tipo ADSE, ao negócio do privado; contratação do pessoal necessário directamente pelas instituições e não às empresas de trabalho temporário, autenticas negreiras, que deverão ser proibidas. A Banca é renacionalizada, entenda-se a banca não falida, a que já está na ruína é extingui-la, responsabilizar administradores e acionistas, criminalmente e civilmente, com arresto de bens pessoais e familiares; a banca estrangeira funcionará mas com restrições impostas e sob o controlo do Banco de Portugal que só estará subordinado ao governo do país.
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Como a Igreja Católica vai parasitando o Estado contribuindo para a destruição do SNS
Setembro de 2015 - Passos Coelho recebe a condecoração de grau de mestre maior da Confederação Internacional das Misericórdias das mãos do presidente da Confederação Internacional das Misericórdias, o brasileiro António Brito, que justificou a condecoração com "a forma como o Governo português tem tratado as misericórdias".
Estado deu em 2015 mais de 81 milhões às misericórdias por serviços de saúde
(no Público)
Mais de 81 milhões de euros foram transferidos pelo Estado, só para as misericórdias, e só para a área da saúde, o que inclui os orçamentos anuais dos três hospitais já "devolvidos" às santas casas de Anadia, de Serpa e de Fafe, o do Centro de Reabilitação do Norte e a despesa das unidades da rede nacional de cuidados continuados integrados.
A maior fatia foi para a rede de cuidados continuados: as santas casas detêm actualmente quase metade (3843) das camas desta rede para onde são encaminhados os doentes que, após alta hospitalar, necessitam de um período para convalescença e recuperação. As unidades das misericórdias receberam em 2015 um total de 61,7 milhões de euros, de um orçamento global para os cuidados continuados de 134,5 milhões de euros, segundo os dados disponibilizados ao PÚBLICO pelo Ministério da Saúde.
As restantes instituições particulares de solidariedade social (IPSS) surgem em segundo lugar, com um valor de 34,3 milhões de euros em 2015. Os dados facultados pelo ministério não permitem avaliar todo o peso do sector social na Saúde. Mas são suficientes para enquadrar o processo de transferência de unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para as misericórdias que estava em curso e que foi agora interrompido pelo actual Governo.
O ministério liderado por Adalberto Campos Fernandes decidiu enviar para apreciação pelo Tribunal de Contas os casos de "devolução" de dois outros hospitais nacionalizados após o 25 de Abril e que eram das misericórdias (Santo Tirso e São João da Madeira). Estes processos estavam já negociados e tinham o arranque previsto para 1 de Janeiro de 2016.
Foi o anterior Governo PSD-CDS/PP que transferiu a gestão do Centro de Reabilitação do Norte e dos primeiros três hospitais para as santas casas — Anadia, Serpa e Fafe. Estes três hospitais terão recebido, em 2015, mais de 7,1 milhões de euros do Estado, se os acordos assinados neste sentido tiverem sido cumpridos à risca.
Artigo completo em Jornal Público
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Administração do hospital São José demite-se após morte de jovem
Os responsáveis da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo demitiram-se esta terça-feira, na sequência da morte de um homem no Hospital de São José, em Lisboa, por falta de um neurocirurgião.
A demissão dos responsáveis da ARSLVT, Luís Cunha Ribeiro, do Centro Hospitalar Lisboa Central, Teresa Sustelo, e do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Carlos Martins, foi anunciada ao princípio da noite no Ministério da Saúde, numa comunicação dos três responsáveis sem direito a perguntas dos jornalistas.
Em causa está a morte de David Duarte, de 29 anos, que esperou três dias por uma cirurgia urgente a uma hemorragia cerebral resultante de um aneurisma e acabou por morrer na madrugada de 14 de dezembro.
A equipa médica de neurocirurgia que, alegadamente, poderia ter assistido David Duarte não estava de serviço, porque recusa trabalhar ao fim de semana pelo valor que o Estado paga atualmente.
Na comunicação, Luís Cunha Ribeiro adiantou que "foram tomadas medidas" para que situações análogas não voltem a acontecer.
"A partir de agora, foi autorizado que passe a haver resposta para situações deste género. Hoje, doentes em situações semelhantes não terão o mesmo destino do que ocorreu há uma semana", declarou.
Luís Cunha Ribeiro, que lamentou o ocorrido e endereçou condolências à família do jovem que morreu, disse que a ARSLVT solicitou ao conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Central a instauração de um inquérito, o mesmo fazendo junto da Inspeção-Geral da Saúde.
(Foto em "Sol")
Notícia em Jornal Notícias
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Morte no Hospital de São José
VEJA COMO ISRAEL SALVA TERRORISTAS DO ESTADO ISLÂMICO
Há pouco mais de uma semana descrevi aqui a situação de Mohamed Suleiman, um garoto palestiniano com 15 anos detido quando tinha 13 sob a acusação de atirar pedras numa estrada da Cisjordânia reservada a ocupantes – militares e colonos israelitas –, e agora condenado a 15 anos de prisão por 25 "tentativas de assassínio". Pena que poderá tornar-se perpétua se até 26 de Janeiro a família não pagar uma multa de sete mil euros.
Compreendo que esta farsa de justiça e a correspondente agressão aos mais elementares direitos humanos possa ter indignados os leitores. Na verdade, actos de tortura, arbitrariedade e violência gratuita contra crianças cometidos por Israel, um Estado com elevada cotação na bolsa de civilização, liberdades fundamentais e guerra contra o terrorismo que serve de padrão à União Europeia e à NATO, deixam a inquietante sensação de que o Estado confessional hebraico não é aquilo que parece e diz ser.
Para desfazer a má impressão que esse episódio terá deixado vou dar-vos informações que ilustram como Israel é um Estado, por vezes, com elevadas preocupações humanitárias. Um jornalista ao serviço da versão online do britânico Daily Mail acompanhou uma operação de um grupo de comandos israelitas que, na calada da noite, socorrem feridos da guerra civil síria de modo a que sejam assistidos em hospitais israelitas e depois devolvidos ao teatro de guerra. Um desses feridos, cuja vida é salva graças aos procedimentos médicos de urgência israelitas acompanhados pela reportagem do Daily Mail – velha publicação conservadora britânica – é um "combatente anti-Assad" por sinal membro do Estado Islâmico, ou Daesh, ou ISIS, actual inimigo público nº 1 da "civilização ocidental". Em linguagem sem rodeios, a reportagem mostra o salvamento de um terrorista por forças especiais israelitas, ocorrência tão politicamente incorrecta, na aparência, que leva o jornalista a enquadrá-la no âmbito da conhecida máxima "os inimigos dos nossos inimigos nossos amigos são".
No caso, como vamos sabendo, nem seria preciso recorrer a sentenças tão arcaicas, uma vez que há generais norte-americanos sem dúvidas de que Israel está entre os criadores do Estado Islâmico. Já se sabia também que este grupo terrorista tem um santuário nos Montes Golã ocupados por Israel à Síria, onde dispõe de instalações hospitalares facultadas pelo exército com meios de evacuação para hospitais israelitas, nos casos mais graves. Há fotos do primeiro-ministro Netanyahu visitando feridos da mais recente versão de "combatentes da liberdade" tratados no seu país, mas nenhum documento é tão revelador dessa colaboração como o vídeo do Daily Mail. De acordo com a mesma fonte, aliás, esta humanitária legião israelita de boa vontade já salvou assim mais de 2000 vidas entre os terroristas injectados na Síria, e sem distinção de filiação: Estado Islâmico, Al-Nusra, que é o mesmo que dizer Al-Qaida e, ao que consta, até mesmo "moderados", os que são oficialmente pagos pelos Estados Unidos e potências da União Europeia. O valor de 10 milhões de euros gasto até agora por Israel nesta operação é uma pechincha, tendo em conta o que o terrorismo fundamentalista islâmico representa, pelos vistos, para a segurança do país governado pelo fundamentalismo hebraico.
Para que não haja paralelismos que poderiam ser mal intencionados, um oficial israelita esclarece o Daily Mail que ocorrências deste tipo não podem ser postas em confronto, por exemplo, com o que frequentemente acontece em Gaza, onde o exército israelita asfixia e massacra populações civis indefesas. "O contexto é diferente e nós agimos de acordo com ele", explica o oficial com uma transparência tão eficaz que todos nós entendemos: uma coisa é salvar terroristas do Estado Islâmico na fronteira com a Síria, outra é chacinar crianças, mulheres e idosos em Gaza. No fundo, porém, há uma inatacável coerência no comportamento do governo e das tropas israelitas: trata-se de uma questão estratégica de segurança do país, como sempre se ouve dizer.
Uma justificação que se aplica, como um fato feito por medida, ao episódio do jovem Mohamed Suleiman. Mas não se diga que Israel não se dedica por vezes, e quando lhe convém, a práticas humanitárias.
em "mundocaohoje"
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sábado, 21 de novembro de 2015
SNS a rebentar, privados a lucrar
por João Mendes (Aventar)
Antecipando o que aí vem, o secretário
de Estado da Saúde anunciou esta semana ao país que, em situações de ruptura, os
hospitais públicos poderão enviar pacientes para o sector privado. Apesar das
medidas preventivas que estão a ser tomadas, as dúvidas quanto
à capacidade de resposta de um SNS alvo de múltiplos cortes nos anos de
austeridade são muitas e preocupantes. E, perante a falta de investimento nos
hospitais públicos, investe-se nos privados para resolver o problema. E porque
não investir esse dinheiro no sector público? Simples: porque a agenda não é essa. Para eles está tudo bem. Quem disser o contrário é comunista.
Retirado de aventar.eu
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
O "novo" ministro da Saúde
Em 77colinas
Foi
promovido a ministro da Saúde o secretário de Estado que em Abril último,
perante as imagens do descalabro das urgências dos hospitais públicos, consequência
dos cortes financeiros no SNS, as atribui a propaganda feita pelos médicos
afectos à oposição e… aos comunistas!
O “Público” relatava, na altura, o episódio de
seguinte forma:
A Federação Nacional dos Médicos
(Fnam) condena o “humor negro” com que o secretário de Estado adjunto da Saúde
reagiu a uma reportagem de “teor indesmentível” sobre o caos nas urgências
hospitalares e, numa moção, defende que Fernando Leal da Costa fez “declarações
não compagináveis com a decência e o respeito exigidos pelos doentes num Estado
solidário e democrático”.
A
moção a que o PÚBLICO teve acesso, aprovada no sábado num congresso
extraordinário da Fnam que teve lugar em Coimbra, considera que as declarações
de Leal da Costa só podem “constituir uma peça de lamentável humor negro feita
à custa dos cidadãos” e contrapõe que o caos nas urgências hospitalares
retratado numa reportagem da TVI de 13 de Abril apenas releva “imagens bem
conhecidas dos profissionais que lá trabalham e que desesperam com as condições
com que diariamente se confrontam”.
Em causa está
o comentário do secretário de Estado ao trabalho da TVI, que se infiltrou em
urgências de 15 hospitais do país e recolheu imagens durante um mês que mostram
doentes amontoados em camas e macas em espaços dimensionados para menos
atendimentos e com poucos profissionais de saúde. “É uma reportagem que só vem
confirmar a opinião que eu tenho, que os serviços de urgência em Portugal
funcionam muito bem, é uma experiência que confirma que tem picos de afluência,
como nós já sabíamos, durante a noite os serviços tendem a encher-se, durante o
dia tendem a estar mais vazios, por força da própria orgânica do sistema”,
reagiu Leal da Costa.
O governante contrapôs ainda o
que as imagens mostravam. “O que nós vimos foram pessoas bem instaladas, bem
deitadas, em macas com protecção anti queda, em macas estacionadas em locais
apropriados, algumas dos quais em trânsito eventualmente para outro serviço.
Vimos pessoas em camas articuladas, vimos pessoas com postos de oxigénio, vimos
hospitais modernos, vimos sobretudo profissionais muito esforçados”,
acrescentou. Em concreto sobre os médicos que falaram com a TVI, disse que são
“reputados e reconhecidos militantes do Partido Comunista e da oposição” que
não provaram o que afirmam.
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