segunda-feira, 14 de setembro de 2015

É negra e foi internada porque polícia não acreditou que tivesse um BMW


Aconteceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

Kamilah Brock garante que a polícia de Nova Iorque a enviou para um hospital psiquiátrico por não acreditar que ela fosse bancária e proprietária de um carro da marca BMW. E mais. A mulher disse às autoridades que o presidente Barack Obama a seguia no Twitter, mas os polícias também não acreditaram.

Assim, a mulher de 32 anos esteve internada durante oito dias, durante os quais lhe foram administrados poderosos medicamentos para a deixarem num estado de apatia.

A vítima contou a sua história na última quinta-feira numa entrevista ao PIX11. “Foi um pesadelo”, disse.

Tudo aconteceu a 12 de setembro do ano passado. Kamilah estava parada num semáforo com a música alta e a dançar, esvoaçando as mãos ao ritmo da música. Um agente da polícia parou ao seu lado e perguntou-lhe porque não tinha as mãos no volante.

“Eu disse que estava a dançar porque estava parada no semáforo”, contou a mulher, acrescentando que o polícia lhe pediu para sair da viatura.

Kamilah foi então levada para a esquadra, tendo sido libertada algumas horas depois sem qualquer acusação. Os polícias disseram-lhe para voltar no dia seguinte para que pudesse levar o carro, um BMW 325Ci.

“Quando me disseram para voltar no dia seguinte eu senti que a partir do momento em que disse que era a proprietária do BMW fui vista como uma mentirosa”, referiu.

No dia seguinte Kamilah voltou à esquadra e disseram-lhe que tinham de a algemar para a levar até à sua viatura, mas entretanto apareceu uma ambulância.

“Vão levar-me ao meu carro numa ambulância? Numa ambulância?”, questionou naquele momento.

A mulher foi mesmo transportada pela ambulância, mas não até ao seu carro. Kamilah foi levada para o Harlem Hospital onde, de acordo o seu advogado, foram-lhe injetados poderosos sedativos, tendo sido ainda obrigada a tomar várias doses de lítio.

De acordo com os relatórios médicos a que o advogado teve acesso, os clínicos tentaram, por três vezes, que Kamilah negasse ser proprietária do BMW, bancária e que tivesse Barack Obama como seu seguidor no Twitter.

Ao fim de oito dias, a mulher foi então libertada e com uma conta de 11,4 mil euros (13 mil dólares).

Kamilah está agora a processar as autoridades que a internaram sem qualquer motivo, até porque não existe historial de doenças mentais na sua família.

“Se ela fosse branca, isto não teria acontecido”, garantiu o advogado ao Huffington Post.

Retirado daqui

Portugal. Risco de suicídio em municípios mais pobres duplicou durante a crise


Marta F. Reis – jornal i

Estudo inédito analisou o padrão geográfico do suicídio em Portugal em três períodos

As populações dos municípios mais rurais e onde há maior privação material tornaram-se ainda mais vulneráveis ao suicídio durante a actual crise. A conclusão é de um estudo que analisa o padrão geográfico do suicídio em Portugal e que, pela primeira vez, admite um impacto da conjuntura socioeconómica dos últimos anos no flagelo que está por detrás da morte de mais de mil portugueses por ano.

Os investigadores concluem que, se nos anos 90 tinha havido uma diminuição da vulnerabilidade nos territórios mais marcados pela pobreza e ruralidade, nos últimos anos a situação inverteu-se e o risco aumentou nestas zonas. E de forma expressiva. O risco de suicídio nos concelhos com maior privação material duplicou entre o período de 1999 a 2003 e o período de 2008 a 2012. As populações destes municípios apresentaram neste quinquénio um risco 46% superior ao das que vivem em zonas menos carenciadas, quando no primeiro período era 23% superior. Já o risco nas zonas mais rurais, onde sempre houve mais suicídios, passou de 52% para 73% – portanto, um aumento na ordem dos 40%.

A situação não é tão desequilibrada como a que se registava no período de 1989 a 1993, onde começa o estudo, mas nota-se um retrocesso. Paula Santana, investigadora do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra e coordenadora do estudo publicado no final de Agosto na revista “Health& Place” – e ao qual o i teve acesso –, avança como explicação o facto de a crise ter alterado a tendência de redução da pobreza no país que vigorou nas décadas de 1990 e 2000 mediante “políticas de educação, emprego e habitação”. Havendo cortes, a investigadora admite que as consequências poderão ter sido mais sentidas nos concelhos com fraca estrutura social e económica. 


Mais mudanças

Segundo a nova análise, o Alentejo mantém-se como a região onde o risco de suicídio é maior, mas ao longo dos anos parece estar a esbater--se a tradicional cisão Norte/Sul. As razões estão ainda por perceber, mas podem ser também culturais: no Norte, por exemplo, o conservadorismo foi associado historicamente a um menor reporte de casos, até pelo receio de ser vedado o acesso a funerais católicos, o que a secularização pode estar a reverter.

Mas a mudança mais notória é o aumento do risco na região Centro e no interior, ao mesmo tempo que há uma diminuição do risco em municípios mais urbanos, como na Grande Lisboa e Algarve (ver mapas ao lado). A acessibilidade a cuidados de saúde, por exemplo, pode ter um efeito protector. Já a subespecialização de municípios em sectores económicos como a construção, imobiliário e indústria/serviços não qualificados pode ser a razão para o aumento do risco. Por outro lado, o risco de suicídio parece ter-se intensificado nestes anos sobretudo entre os homens.


REPERCUSSÕES

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e, questionada sobre os impactos que este trabalho pode ter nessa luta, Paula Santana defende que as características dos territórios não podem ser descuradas se o país pretende cumprir a meta traçada no Plano Nacional de Saúde: até 2020, diminuir em 12% os suicídios antes dos 65 anos. A investigadora considera, por isso, que é preciso investir nos municípios rurais e no fortalecimento de estruturas de apoio ao longo da vida, no combate ao analfabetismo, ao desemprego e às más condições de habitação, e ainda melhorar o acesso a cuidados de saúde primários e combater o isolamento.


Álvaro Carvalho, director do Programa Nacional para a Saúde Mental, considera que os resultados são relevantes para a prevenção, defendendo contudo que esta não deve centrar-se apenas nas zonas de maior risco. O psiquiatria salienta, ainda assim, que o aumento da vulnerabilidade na região Centro é uma chamada de atenção importante, dado ter passado despercebido até aqui.

Desde o início da crise internacional tem havido alertas para o aumento do suicídio com a subida do desemprego, algo não demonstrado em Portugal. O responsável admite que este trabalho é o primeiro a indicar um efeito, mas considera que não atesta um aumento dos casos. Santana refere que entre o período de 1999-2003 e 2008-2012 há um aumento de 23% nos suicídios, mas adianta que a melhoria do registo dos óbitos torna difícil perceber se ele se deve à crise e em que medida. A dúvida sobre se os suicídios aumentaram como aconteceu na Grécia continua, assim, por esclarecer: segundo Álvaro Carvalho, os dados do Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO), que no ano passado passou a funcionar em pleno, apontam para mais casos do que os que eram reportados pelo INE, mas não são comparáveis com a metodologia do Instituto Nacional de Estatística, sendo necessário esperar por mais séries anuais.

O responsável admite, porém, que se os números do INE estiverem subestimados, como defendem vários peritos, o estudo precisa de ser adaptado e a realidade pode ser ainda mais “dramática”. Para já, concorda com uma prescrição onde não entram apenas dinâmicas da saúde. “As recomendações internacionais sugerem como metodologia mais eficaz a melhoria do diagnóstico e tratamento da depressão nos cuidados primários, onde a maioria das pessoas recorre antes de tentar o suicídio”, diz. “Mas em período de crise não basta a saúde nem a saúde mental. Não é com um comprimido nem com psicoterapia que se trata a falta de dinheiro e de trabalho.”

Na foto: Estudo juntou investigadores da Universidade de Coimbra, da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto de Ciências Sociais - Andrea Zanchi/Getty Images

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Grande resposta de massas ao apelo em defesa do sistema de saúde público galego em Vigo

 
Dezenas de milhares de pessoas saírom às ruas da maior cidade da Galiza na que já é maior manifestaçom do ano, para rejeitar claramente as privatizaçons e cortes que os governos do PP venhem dirigindo contra o sistema de saúde público na Galiza.

Umha jornada para a história das luitas populares a do dia 3 de setembro de 2015 em Vigo, pois nela decorreu umha das maiores manifestaçons dos últimos anos na Galiza, contra o Partido Popular e a sua destruiçom planificada do até há pouco exemplar sistema público de saúde galego.

Sindicatos, junta de pessoal, coletivos de afetados por doenças crónicas diversas, forças da esquerda social e política, coletivos juvenis, feministas e de todo o tipo somárom forças para demonstrar que o povo galego quer preservar o direito universal ao atendimento sanitário digno financiado com o dinheiro do povo trabalhador e de caráter público. O contrário do que o governo criminoso do PP está a aplicar sorrateiramente, cortando orçamentos, precarizando postos de trabalho, entregando a gestom a empresas privadas e convertendo a populaçom galega em clientes para a rendibilidade empresarial no setor sanitário.

Desde a construçom de hospitais, até a manutençom, a reposiçom de materiais, a reduçom de camas e outros recursos básicos, os estacionamentos com elevadíssimas tarifas nos centros médicos, o desvio para consultas privadas devido ao colapso das listas... um complexo sistema privatizador e destruidor de um direito básico está a ser aplicado de maneira implacável pola direita espanhola governante tanto na Junta da Galiza como no governo espanhol. O objetivo? incorporar progressiva e plenamente a saúde pública ao mercado capitalista, submetido à rendibilidade como princípio mercantil em maos de grandes empresas financeiras que já estám a investir no setor e constituindo um incipiente patronato empresarial que cada vez irá constituindo-se mais claramente em lobby, como tem acontecido noutros países capitalistas.

Assim foi denunciado esta quinta-feira à tardinha em Vigo, apontando diretamente em cartazes e faixas ao presidente da Junta e à conselheira da Saúde como máximos responsáveis polo desmantelamento do sistema público de saúde na Galiza. Os acontecimentos no novo Hospital Álvaro Cunqueiro de Vigo, cuja gestom foi privatizada, e que apresenta graves problemas de higiene e atendimento que já causárom infeçons e umha morte, conduzírom à reclamaçom de demissom para Rocío Mosquera, conselheira da Saúde no governo presidido por Feijó.

A mobilizaçom de pessoal sanitário, administrativo, doentes e populaçom trabalhadora em geral foi umha verdadeira afirmaçom coletiva do povo galego, se bem a continuidade dos governos reacionários bloqueiam qualquer mudança e obrigarám, sem dúvida, a incrementar a pressom popular contra o assalto capitalista ao direito universal à saúde sem negócio.

Retirado daqui

sábado, 29 de agosto de 2015

No CHUC continua-se a cortar os dias de greve aos grevistas que asseguram serviços mínimos


«O último dia de Greve, que se realizou na Região Norte, teve uma adesão média de 71,5% na área hospitalar, alguns Centros de Saúde sem Enfermeiros e muitos “a meio gás”.
A “onda” de descontentamento dos Enfermeiros Portugueses, traduzida nos níveis de adesão a estes 5 dias de Greve, evidencia a importância do Governo, através do Min. Saúde:
 - Apresentar Contrapropostas Negociais;
- Tomar algumas medidas imediatas, que visem a melhoria das nossas Condições de Trabalho.
Ao longo destas 2 semanas fomos exaltando os Problemas, as Propostas de Solução e algumas medidas imediatas que constam do Caderno Reivindicativo e fomos colocando nas reuniões negociais, designadamente: (www.sep.org.pt)» (Do comunicado do SEP).

Perante o sucesso da greve (e deve dizer-se que o sucesso até é fácil basta os enfermeiros grevistas declararem que asseguram serviços mínimos para não perderem o salário já que acabam por fazer quase tudo), as administrações dos hospitais resolvem proceder ilegalmente ao desconto dos dias de greve a quem assegura os serviços mínimos, como que uma vingança. E estamos a referir-nos mais concretamente à do CHUC (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra) que, já pela segunda vez, procede ao corte do salário aos enfermeiros e a outros funcionários grevistas que asseguram os mínimos, procedendo previamente à alteração do registo biométrico; o que não deixa de ser grave por constituir crime, segundo o Código Penal, a falsificação de documento ou registo.

São os enfermeiros chefes os primeiros que contactam os Recursos Humanos a indagar a razão da mudança de “greve-assegurando mínimos”, registo por si efectuado, para “greve total”, obtendo como resposta que foi “erro informático”; a mesma resposta é dada a todos os enfermeiros que se dirigem àqueles serviços. É preciso ter lata! O objectivo é claro, a administração conta que os enfermeiros não dêem pelo corte dos dias da greve e se calem; espera que a coisa passe.

A outra razão será a de intimidar, mas por aí não terão grande sorte. O corte que agora nos referimos diz respeito à greve dos enfermeiros realizada nos passados dias 4 e 5 de Junho, logo dois dias, que multiplicados por muitas centenas senão milhares de trabalhadores dá largas dezenas de milhar de euros.

Os sindicatos devem estar alertas e denunciar publicamente a situação porque recorrente, voluntária e intencional, a teoria do “erro informático” não colhe. Não chega fazer contactos telefónicos ou andar em reuniões se o problema persiste.

Laboratório Militar: “governo quer destruir mais uma infraestrutura estratégica"


Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas acusa o governo de promover um "alucinante projeto legislativo, surgido do nada, a mês e meio das eleições". Antigo presidente do Infarmed questiona que interesses estarão por trás da decisão de extinguir uma instituição equilibrada financeiramente e que produz fármacos que o mercado não garante.

Laboratório Militar produz medicamentos que as farmacêuticas não têm interesse em fazer porque não são rentáveis, mas que salvam vidas e são indispensáveis ao tratamento de alguns doentes. Fotografia de Mário Cruz, LUSA

O Ministério da Defesa confirmou que vai mesmo extinguir o Laboratório Militar, instituição criada em 1918 como Farmácia Central do Exército que ultimamente desempenhava funções muito mais abrangentes que a produção de medicamentos para as Forças Armadas.

Ouvido pela TSF, Aranda da Silva, antigo presidente do Infarmed e ex-director do Laboratório Militar, diz-se surpreendido com a decisão e recorda que “ainda há pouco tempo o sr. ministro da Saúde falava da importância que o Laboratório Militar estava a ter para resolver problemas de saúde, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde, no que se refere aos medicamentos que eu costumo denominar como medicamentos abandonados”, isto é, medicamentos que as farmacêuticas não têm interesse em fazer porque não são rentáveis, “mas que salvam vidas e são indispensáveis ao tratamento de alguns doentes”.

Que interesses estão por trás?

O ex-presidente do Infarmed afirma que o Laboratório é financeiramente equilibrado e por isso não compreende a decisão do ministério de Aguiar-Branco, questionando “que interesses estão por trás de uma medida deste tipo, porque não vejo justificações claras para ela”.

O dirigente sindical Alexandre Plácido sublinha que o Laboratório Militar “está neste momento a fornecer ao SNS, diretamente, através das administrações regionais de saúde, um xarope pediátrico que o mercado pura e simplesmente não produz”. Outro exemplo “é a metadona com que se tratam os toxicodependentes em Portugal”. Para sublinhar a importância do Laboratório Militar, o sindicalista recorda que no passado produziu – e voltaria a produzir se o deixassem – o lote de 40 medicamentos e fármacos mais utilizados por todo o SNS. “Estamos aqui a falar de uma entidade que tem implicações na saúde de todos nós”, afirmou à TSF.


Trabalhar mais de 55 horas semanais aumenta risco de enfarte em 33%, mostra estudo



Estudo com 528.908 homens e mulheres, seguidos durante 7,2 anos, mostra que o aumento do risco mantinha-se mesmo quando se retirava o consumo de cigarro e álcool e com a prática de actividade física.

Aqueles com jornada entre 41 e 48 horas tinham um risco acrescido de 10%, enquanto os que trabalham entre 49 e 54 horas enfrentavam risco extra de 27%

Trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% o risco de enfarte, quando se compara com uma jornada de 35 a 40 horas semanais, mostra estudo divulgado hoje (20).

Com base em investigações envolvendo 528.908 homens e mulheres, seguidos durante 7,2 anos, o aumento do risco de enfarte mantinha-se mesmo quando se retirava o consumo de cigarro e álcool e a actividade física.

Publicado pela revista The Lancet, o estudo conclui que, em comparação com pessoas que têm uma semana regular, aqueles que trabalham entre 41 e 48 horas tinham um risco acrescido de 10%, enquanto os que trabalham entre 49 horas e 54 horas enfrentam risco extra de 27%.

No caso de a pessoa trabalhar 55 horas ou mais por semana, o risco de enfarte aumenta 33%, indica o estudo.

Uma longa semana de trabalho também aumenta o risco de doenças cardíacas em 13%, mesmo levando-se em conta factores de risco como a idade, o género e o nível socioeconómico.

Os pesquisadores constataram que a baixa actividade física, o elevado consumo de álcool e o stress frequente elevam o risco.

“Os profissionais de saúde deveriam estar conscientes de que trabalhar longas horas está associado a um significativo aumento do risco de enfarte e, possivelmente, de doenças cardíacas”, diz ainda o estudo.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Infectadas com tuberculose duas enfermeiras das urgências de Portimão


Na RTP:

Ao todo já houve nove casos no centro hospitalar do Algarve, que inclui Faro. Duas enfermeiras das urgências do hospital de Portimão foram infectadas com tuberculose.
Os enfermeiros dizem que não há rastreios preventivos nem medicina no trabalho eficiente, mas o centro hospitalar do Algarve defendeu que a incidência de tuberculose está dentro dos padrões normais entre os técnicos de saúde. 

Na SIC:

O centro hospitalar do Algarve tem condições de trabalho inaceitáveis. É a reacção do sindicato dos enfermeiros que acusa a administração de demorar a fazer o rastreio à equipa de urgência do hospital de Portimão, na sequência do caso das duas enfermeiras diagnosticadas com tuberculose.
Os responsáveis garantem que foram adoptados todos os protocolos de tratamento e monitorização e diz que o caso está a ser usado para combate político 

No CM

Enfermeiras com tuberculose
Profissionais terão sido contagiadas por doente devido à falta de quarto de isolamento.

Por Rui Pando Gomes

Duas enfermeiras do hospital de Portimão foram contagiadas com tuberculose, ao que tudo indica por um doente infectado. As duas profissionais de saúde prestam serviço nas Urgências e estão em isolamento em casa, depois de quase dois meses de espera pelos resultados dos exames de diagnóstico.

Os primeiros sintomas começaram em finais de maio. Dois meses depois foi confirmado o segundo caso de tuberculose activa. Os profissionais de saúde que estiveram em contacto com as colegas continuam ao serviço. Segundo revelou ao CM Nuno Manjua, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, "os profissionais estão indignados por terem de esperar por autorização para prosseguir com os exames e por não terem ainda sido informados do resultado dos raios-X, alguns realizados há três semanas". Segundo o sindicato, o único quarto de isolamento respiratório com pressão negativa que existia "foi destruído" nas últimas obras. "O isolamento dos doentes com suspeita ou confirmação de tuberculose é feito por cortinas no espaço de decisão clínica".