terça-feira, 30 de junho de 2015

SNS: faltam enfermeiros e taxas moderadoras afastam utentes



Observatório Português dos Sistemas de Saúde analisou a saúde dos portugueses após a intervenção da "troika"
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) analisou a saúde dos portugueses após a intervenção da 'troika' e concluiu que faltam enfermeiros, os médicos estão mal distribuídos e que o valor das taxas moderadoras afasta os utentes.

De acordo com o Relatório de Primavera 2015 do OPSS, que será hoje apresentado, em Lisboa, “persiste um rácio de médicos por habitante adequado, mas inadequadamente distribuído pelo território com clara vantagem para as regiões urbanas”.

Baseando-se nos dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o Observatório indica que houve uma diminuição de médicos de 1,4% de 2012 para 2013, ao mesmo tempo que se verificou um incremento de 13,02% no número de médicos em internato.
“Embora existindo um número total de médicos adequado às necessidades da população, os mesmos se concentram predominantemente nas áreas urbanas comprometendo assim o acesso das populações de áreas rurais”, lê-se no documento.

Em relação aos enfermeiros, o OPSS considera que o número destes profissionais “está claramente abaixo da média da OCDE, em 2014, e tem vindo a decrescer, principalmente no Serviço Nacional de Saúde SNS)”.
“O rácio enfermeiro/médico é dos mais desequilibrados dos países OCDE”.

Sobre o acesso aos serviços de urgência, os peritos do OPSS revelam que, “a par com uma redução da procura, verificada ao longo dos últimos anos, que coincide temporalmente com a alteração das taxas moderadoras, existem fenómenos sazonais, associados às previsíveis vagas de calor e picos de gripe, com aparente excesso de procura e/ou incapacidade de resposta dos serviços”.

Verificou-se ainda uma diminuição constante do número de consultas nos Cuidados de Saúde Primários, desde 2008.
“O número de consultas médicas ´per capita` e por ano é muito inferior à média da OCDE. Tal foi parcialmente compensado com um ligeiro aumento das consultas médicas domiciliares e com um expressivo aumento das consultas domiciliares de enfermagem”.

Por seu lado, “o número de consultas médicas, nas consultas externas dos hospitais públicos, tem aumentado consistentemente”.

O relatório refere ainda que as despesas de saúde “out-of-pocket” ( gastos suportados diretamente pelos utentes do serviço de saúde nos casos em que nem o serviço público nem a cobertura de seguro privado cobrem o custo total do bem ou serviço de saúde) “têm vindo a aumentar, apesar do alargamento da percentagem de pessoas isentas das taxas moderadoras”.
“A este aumento não será alheia uma distribuição desigual de profissionais de saúde pelo território, uma diminuição de consultas nos Cuidados de Saúde primários e o enfraquecimento da rede de transportes e alteração dos transportes não urgentes de doentes, entre outros”, escrevem os peritos.
 
Camas continuam a diminuir nos hospitais públicos e a aumentar nos privados
O número de camas disponíveis nos hospitais públicos continua a diminuir, enquanto aumenta nos privados, e nos cuidados continuados mantém-se abaixo das necessidades da população (menos de 30%), revela hoje o relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde.

O Relatório da Primavera 2015 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), a ser apresentado hoje, destaca ainda o facto de esta realidade se verificar num país com um dos menores rácios de cama por habitante da Europa.
No que respeita ao acesso a camas nos hospitais, “assistiu-se a uma contínua redução de camas nos hospitais do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e ao mesmo tempo a um aumento de camas nos hospitais privados, no contexto de um país em que o rácio de camas por habitante é dos menores da UE”.

Quanto à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), o relatório do OPSS sublinha que, apesar do aumento de camas, este “não responde às necessidades estimadas das pessoas acamadas”.

Apesar do esforço de abertura de mais camas da RNCCI, estas representam “menos de 30% das necessidades atuais, determinando condições de acesso desiguais aos cidadãos”.

As estimativas apontam para que haverá 110.355 pessoas dependentes no autocuidado nos domicílios, das quais 48.454 serão pessoas dependentes “acamadas”.

No entanto, para responder às necessidades desta população a RNCCI tinha em finais de 2013 6.642 camas distribuídas pelas diversas tipologias, o que representa um aumento de 12,4% entre 2012 e 2013, mas ainda assim um número que “não responde minimamente às necessidades”, refere.

O documento destaca ainda que as Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), prestadoras de cuidados no domicílio, continuam subaproveitadas, com consequências negativas, quer em termos de bem-estar dos doentes, quer em relação aos gastos para o Estado.
“Os cuidados prestados pelas ECCI são menos onerosos do que os prestados em qualquer unidade de internamento, para além de salvaguardarem a comodidade e bem-estar dos doentes no seu domicílio”.

As razões para esse subaproveitamento prendem-se sobretudo com problemas ao nível da referenciação. 


Texto completo  
aqui

terça-feira, 2 de junho de 2015

ENFERMEIROS: GREVE DECRETADA PARA 4 E 5 DE JUNHO

RECEBIDO DO SEP:

Caras(os) Colegas

Conforme amplamente divulgado (Comunicado em anexo), SEP+SERAM apresentaram no Min. da Saúde o Caderno Reivindicativo/20015 (completo em www.sep.org.pt) onde, entre outros aspectos, desenvolveram as Propostas com vista à justa valorização do trabalho dos Enfermeiros e da Enfermagem.

Na última reunião negocial:
 - Ficou estabelecido o Protocolo Negocial relativo à negociação do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) para os Enfermeiros com CIT, com vista a harmonizar o desenvolvimento profissional e salarial.
 - O Min. da Saúde não apresentou Contrapropostas às restantes Propostas de SEP+SERAM.
Sobre o ACT (“por transposição da legislação já publicada”, visa regular Concursos, Av. do Desempenho, Salários, Horários, etc) já decorreu a 1ª reunião, sobre Concursos, seguindo-se a Av. do Desempenho e Salários.

Perante este quadro, de não apresentação de Contrapropostas por parte do Min.da Saúde, colocavam-se dois possíveis cenários:
1)       Nada fazer. Significava que todos os actuais problemas se manterão sem solução … entretanto ocorrem eleições  … novo Governo …; ou
2)       Lutar com vista a pressionar o Gov/Min. da Saúde a apresentar Contrapropostas sobre as restantes matérias.

É NESTE QUADRO QUE SE COLOCA A IMPORTÂNCIA DA
GREVE DECRETADA PARA 4 E 5 DE JUNHO

Todos sabemos as dificuldades com todos estamos confrontados decorrente das políticas de emprobrecimento promovidas pelos últimos Governos. Todos sabemos da intensa impregnação mediática ao longo destes anos em torno das dificuldades do país (para alguns) e da crise que visam eliminar a esperança de … conseguirmos viver melhor …
Mas, colegas:
 - É intolerável a manutenção dos problemas com que estamos confrontados e Min. da Saúde não quer resolver;
 - É insustentável a manutenção da degradação das nossas condições económicas, de trabalho e de vida, que Governos e Min da Saúde têm promovido.

ESTE É O TEMPO DE LUTAR PARA ALTERAR

Cumprimentos
Pel’ A Direcção

José Carlos Martins

domingo, 31 de maio de 2015

"Erro informático" faz com que o CHUC não pague dia de greve em serviços mínimos


ENFERMEIROS CHUC,EPE
DESCONTOS NA REMUNERAÇÃO EM DIA DE GREVE
INCOMPREENSÍVEL – INACEITÁVEL - ILEGAL
Os Enfermeiros do CHUC, EPE foram confrontados no talão de vencimento relativo ao mês de Maio, mas com referência ao mês de Março de 2015, designadamente as deduções relativas a:
·       Remuneração correspondente a 1 dia de trabalho
·       Subsídio de refeição correspondente a 1 dia de trabalho
A razão dos referidos descontos, refere-se ao dia da greve de 13 de Março, greve decretada pelo SEP.

Ora, como se sabe, a adesão à greve e a prestar serviços mínimos não afecta o processamento das remunerações, as quais são integralmente devidas, sendo as referidas deduções ilegais.

Da presente ilegalidade, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses já interveio junto do Conselho de Administração, no sentido de:
·       Ordenar a imediata reposição dos valores ilegalmente deduzidos, como é de Lei;
·       E de nos informar das diligências e decisões que sejam tomadas a propósito da petição interposta pelo SEP em defesa dos seus associados.

A Direcção
Sindicato dos Enfermeiros Portugueses


Comunicação recebida por centenas de enfermeiros a trabalhar no CHUC a denunciar uma situação que a administração atribuiu a um “erro informático”.  Só que esta não explica por que razão foi alterada no registo electrónico a informação “greve – assegurou mínimos” por “RH – greve total”, o que levou a alguns enfermeiros chefes (nem todos porque alguns não gostam de levantar ondas e acham que tudo o que os RH fazem está certo) a questionar os RH da razão da alteração, tendo sido então conhecida a já estafada desculpa do “erro informático”. Alguns enfermeiros receberam sms dos RH a informar que o dia descontado iria ser reposto já em Junho; então, pergunta-se: a reposição será para todos os enfermeiros ou apenas para os que foram contactados? Qual foi o objectivo? Intimidar para não se fazer mais greve? Ver se os enfermeiros não davam pela falta de uma fatia do pouco que ainda recebem? As explicações tardam!

O número de enfermeiros portugueses a trabalhar no Reino Unido aumentou cinco vezes em quatro anos



Raquel Andrade

«Recém-licenciados, com menos de 29 anos, solteiros, à procura do primeiro emprego e recrutados por uma agência inglesa: eis as características mais comuns dos enfermeiros portugueses que emigraram para o Reino Unido e que lá trabalham atualmente. O perfil é traçado pelo Observatório da Emigração, que publicou esta terça-feira o artigo “Enfermeiros Portugueses no Reino Unido 2014”.

O número de portugueses a trabalhar como enfermeiros no Reino Unido aumentou cinco vezes em quatro anos. Só que até agora pouco se sabia sobre eles. Que idade têm? O que os leva a partir? Já trabalhavam em Portugal ou acabaram de sair da faculdade? Tencionam voltar? Foi a essas perguntas que Nuno Pinto, enfermeiro português a viver há dez anos no Reino Unido, quis responder. No portal que ele próprio ajudou a criar – “Diáspora dos Enfermeiros” – lançou um inquérito ao qual responderam 349 enfermeiros, o que corresponde a cerca de 11% do total de portugueses inscritos na Ordem dos Enfermeiros no Reino Unido (3.155), embora nesse número possam estar incluídos casos de quem já tenha regressado a Portugal ou tenha emigrado para outros países.

Com base nas respostas ao inquérito, conclui-se que 81% dos enfermeiros têm até 29 anos. Só 15% têm idades entre os 30 e os 47 anos. “Estamos perante uma população de profissionais maioritariamente composta por jovens”, lê-se no artigo de análise ao inquérito, elaborado em colaboração com o Observatório da Emigração e publicado precisamente nesta terça-feira em que se assinalou o dia internacional do enfermeiro.


Os dados mostram que do total de inquiridos 80% são solteiros, 11% casados e 6% vivem em união de facto. Quase três quartos dos enfermeiros terminaram o curso depois de 2009. Metade estava à procura do seu primeiro emprego e a larga maioria (82%) foi trabalhar para o Reino Unido através de agências empregadoras, sobretudo inglesas.

Ver resto do texto aqui

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Morrem cerca de 15 portugueses com pneumonia por dia



Teles de Araújo 

De facto temos anualmente um número de casos de pneumonia que ultrapassa os 150.000 e que motivam mais de 40.000 internamentos, dos quais resultam mais de 400.000 dias de internamento (dados da ACSS e da DGS).

A gravidade da situação é ainda sublinhada pelos dados divulgados pela Comunidade Europeia, onde se constata que nos 28 países a mortalidade média por pneumonia é de 13,0 por 100.000 habitantes, ao passo que em Portugal é de 26,6 por 100.000 (só ultrapassada pelo Reino Unido e Eslováquia). Dito doutra forma: por dia morrem cerca de 15 portugueses com pneumonia.

As formas mais graves de pneumonia ocorrem em doentes internados e entre eles 1 em cada 5 morrem por esta causa.

Mais, nem o número de internamentos por pneumonia, nem o número de óbitos têm diminuído. Antes pelo contrário os números mostram, em 10 anos, uma tendência para se agravarem: os óbitos aumentaram 16,7% e os internamentos 14,1%.

Esta situação terá certamente múltiplas causas, para além do envelhecimento da população. É uma realidade gritante que não pode ser negada e que impõe a definição de novas estratégias de combate a esta situação.
A maioria das pneumonias são causadas pelo pneumococo, bactéria contra a qual existe vacina eficaz, que ainda não faz parte do Plano Nacional de Vacinação. Estudos noutros países demonstraram que a vacinação contra o pneumococo não só impede a doença pneumocócica na criança como reduz esse reservatório da bactéria, diminuindo, a prazo, a doença no adulto. A Fundação tem defendido junto das entidades de saúde e da Assembleia da República a inclusão da vacina no Plano Nacional de Vacinação e a comparticipação alargada, ou mesmo gratuitidade, para os indivíduos com mais de 50 anos ou sofrendo de doenças crónicas ou que condicionem depressão da imunidade.

Certamente que a existência de resistências aos antibióticos será importante para esta situação. Será necessário que todos se convençam que o uso destes importantes fármacos deve ser reservado às infecções por bactérias e que devem ser usados correctamente.

As pneumonias são um problema grave nos doentes internados. Há que reforçar as medidas de controle da infecção dentro dos hospitais, com o empenhamento de todos os profissionais de saúde.

Tão elevada mortalidade intra-hospitalar por pneumonia sugere que muitos casos poderão chegar tardiamente aos hospitais. Contudo existem critérios clínicos que permitem aferir a potencial gravidade da doença e que todos os médicos devem utilizar. Para os doentes com esses critérios poderá haver vantagens na criação duma linha prioritária de acesso a cuidados hospitalares, em serviços habilitados para os tratarem.

É pois urgente definir um conjunto de medidas e de estratégias que permitam minimizar o problema das pneumonias em Portugal.



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nos 35 anos do SNS: Podem limpar as mãos à parede


Há 107 hospitais privados. Faltam seis para igualar o público

Em dez anos os hospitais privados cresceram nas consultas, no número de camas, nas urgências, nos exames de diagnóstico, no número de unidades. São quase tantas como as do SNS.

Entre 2002 e 2013 os hospitais privados passaram de 94 para 107. No público são 113, a que se juntam mais seis hospitais prisionais ou militares, mas que não são se acesso universal. O caminho de crescimento do privado é o inverso do feito pelo serviço público.

O retrato é feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a propósito do Dia Mundial da Saúde que se celebra hoje. Entre 2002 e

2013 o número total de hospitais no país passou de 213 para 226. Um crescimento feito à custa do setor privado, que no mesmo período ganhou terreno onde o SNS perdeu. Ganhou 2000 camas - resultado de mais hospitais - quando o SNS perdeu 3700, passou de 460 mil urgências para 900 mil, de 1,6 milhões de consultas para 5,1 milhões. Nos exames e análises que ajudam a fazer o diagnóstico os atos mais que triplicaram.

Para Ana Escoval, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, o retrato vem confirmar a política desenhada nos últimos anos. "Sabemos que este governo tem apetência para o alargamento da oferta privada em detrimento do público", aponta, confessando não estar espantada com os números. Porquê? "Há duas questões fundamentais. Por um lado, a aposta na canalização das verbas da ADSE para o 

privado, pelas taxas moderadoras mais baixas e redução dos preços praticados - em alguns privados as pessoas pagam menos taxas moderadoras do que se for a um público -, por respostas muitas vezes mais céleres. Por outro, quando se tem verdadeiramente um problema de saúde e as consultas estão mais demoradas, as listas de espera são maiores, procuram-se alternativas que hoje estão disponíveis no privado", refere dando o exemplo das urgências no inverno, também reflexo da falta de médicos em algumas áreas.

Ana Maia - DN 08/04/2015
2002 a 2005 - Luís Filipe Pereira; 2005 a 2008 – Correia de Campos; 2008 a 2011 – Ana Jorge; 2011 – 2015 Paulo Macedo.

Um feito dos autodenominados partidos do arco governativo. Uma autêntica obra do regime. Só faltam seis, podem limpar as mãos à parede.
In: Saude SA

Ritalina: hiperactividade, educação ou negócio?

por João Paulo

Em democracia não há territórios sagrados, apesar de existirem algumas reservas, na sociedade não médica, à entrada na esfera clínica. Normalmente, quem arrisca, leva com uma bateria de batas brancas em cima que, com argumentos, quase sempre básicos, acaba por intimidar.

Aviso, portanto o leitor, de que não é minha intenção entrar na discussão médica sobre a Ritalina, até porque, ao ler parte da informação oficial disponível, fiquei suficientemente assustado, para nem tentar perceber o mecanismo da droga mais comum nas escolas, por estes dias. O meu olhar é o de Professor.

Nas nossas escolas a quantidade de crianças medicadas é absolutamente assustadora – quase não há turma em que dois ou três meninos não tome algum tipo de medicação para a hiperactividade. E, diz-me o senso comum, que não é possível que cerca de 10% das nossas crianças sejam portadoras desta “doença”. Não é possível.

E, parece-me que há três  factores que contribuem para este manifesto exagero da Ritalina nas escolas:
a) a sociedade em geral e as famílias em particular, que não conseguem educar. Se até há uns anos, a sociedade depositava todas as responsabilidades formativas na escola, agora a situação tornou-se ainda pior com a destruição total que Pedro Passos Coelho promoveu junto da unidade nuclear da nossa sociedade – a família;
b) a escola de Nuno Crato, que, com menos currículo, com menos diversidade, com mais exames e centrada nos conteúdos, afastou a escola dos alunos, das aprendizagens e promoveu a indisciplina, o conflito a instabilidade.
c) o negócio. O infarmed diz que em 2013 foram vendidas, em Portugal, duas caixas de Ritalina. Mas, no mesmo documento onde se refere esta barbaridade, é também apresentado um valor – sete milhões e meio de euros é o total do negócio deste princípio activo.

Ora, perante isto, importa perguntar:
Se a Ritalina não serve às crianças, a quem interessa drogar os nossos alunos?


Original em  Aventar