Manuel Raposo
Vinhais, Fevereiro 2013: uma professora desempregada mata um filho de 12 anos e suicida-se depois. Porto, Janeiro 2013: uma imigrante com 25 anos, natural do Bangladesh, tenta atirar-se da ponte D. Luís com dois filhos de 1 ano e de 1 mês. Oeiras, Janeiro 2013: uma mãe divorciada mata os dois filhos, de 12 e 13 anos, e põe termo à vida. Alenquer, Dezembro 2012: uma imigrante brasileira de 32 anos pega fogo à casa e mata os dois filhos de 1 e 3 anos. Castro Marim, Agosto de 2012: uma dentista brasileira de 42 anos mata-se e aos dois filhos de 11 e 13 anos, regando a casa com gasolina e pegando-lhe fogo. Vila Pouca de Aguiar, Dezembro 2011: uma mulher de 34 anos suicida-se ao atirar-se de um viaduto com uma filha de 20 meses ao colo.
Em cada um dos casos foram assinalados: ou estados depressivos, ou dificuldades económicas, ou desemprego, ou desavenças familiares, ou violência conjugal, ou tudo junto.
Em declarações ao jornal "i" (29 Janeiro deste ano), o psicólogo Carlos Poiares afirma que está a haver um aumento destes casos, assim como dos homicídios conjugais e dos suicídios, e relaciona o facto com a crise económica e social, que classifica de “gravíssima”. O homicídio dos filhos, acrescenta, ocorre em situações em que as mães “não conseguem ver luz ao fundo do túnel”, actuando a crise como um rastilho do desespero.
Também o psiquiatra Pedro Afonso, em declarações ao Público feitas em Setembro do ano passado, a propósito do aumento do consumo de antidepressivos, não teve dúvidas em afirmar que há hoje “muito mais casos” de depressão decorrentes da crise económica.
Com efeito, soube-se recentemente que o consumo de antidepressivos aumentou 7,6% em 2012, mais do que qualquer outro medicamento. Anteriormente, também um relatório do Infarmed de 2010 dava conta de que, nos dez anos anteriores, o consumo de antidepressivos crescera para mais do dobro.
O sofrimento pessoal, o desconchavo familiar, a morte como solução são sinais do colapso social que está em marcha. A crise com efeito, não se resume às finanças e à economia, como o poder quer dar a entender. É a própria civilização capitalista – cada vez mais iníqua, assente num sistema produtivo senil, incapaz de proporcionar bem estar à maioria da população – que está em causa.
Retirado de http://www.jornalmudardevida.net/
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
NÃO AO ROUBO DE UMA HORA DE TRABALHO!
Aos Assistentes Operacionais de Acção Médica - Comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro:
«No dia 01-02-2013, na pessoa do Sr. Enfermeiro- director António Manuel Marques o STFPSCentro foi informado que, em especial no turno das 08.00h-16.00h, o sistema de controlo de assiduidade registaria somente 7 horas de trabalho diário, não sendo permitido proceder a picagens na hora de saída para almoço, nem de entrada após este período.
Justificando esta medida com o facto de não existir jornada continua para os assistentes operacionais ao contrário do que sucede com o pessoal de enfermagem apesar de nos turnos seguintes não se aplicar esta medida, mantendo-se como se de Jornada contínua se tratasse ou horário rígido.
Em face desta informação o STFPSCentro confrontou o enfermeiro director António Manuel Marques afirmando que a concretização desta orientação coloca em causa o direito ao horário de trabalho dos funcionários e, na prática, faz com que os trabalhadores trabalhem oito horas sendo-lhe averbadas somente 7h diárias, roubando-lhes a contagem de 1 hora diária de serviço porque careceria de autorização do enfermeiro-chefe. (…)
Ora, O STFPSCentro não pode deixar de condenar a ligeireza e total ilegalidade desta intenção, que é um desrespeito aos mais elementares direitos dos trabalhadores e da pessoa, pois o verdadeiro objectivo desta medida não é mais do que aumentar em 1 hora diária o horário de trabalho dos funcionários contando-lhes apenas sete horas poupando o Hospital muitos milhares de euros á custa dos trabalhadores que menos ganham.
Perante tudo isto, e sem prejuízo das iniciativas a desenvolver pelo Sindicato em conjunto com os trabalhadores o STFPS centro aconselha todos os Assistentes Operacionais de Acçao Médica que laboram por turnos a não proceder de forma diferente do que têm feito até aqui sem que sejam notificados por escrito da alteração de procedimento que é da responsabilidade do Conselho de administração dos CHUC.
A Direção do STFPSC»
Texto completo no STFPSC
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Um pouco de ternura e nada mais
por BAPTISTA-BASTOS
«(...) Pouco depois fui transferido para o Hospital Pulido Valente. Explicaram-me que, na Unidade de Cuidados Intermédios, dispunha de assistência assídua e especializada, e a minha miséria encontrava resposta na bondade, no carinho, no desvelo de um grupo de raparigas e de rapazes não só atento à medicação, procurando magoar-me o mínimo possível, com o furo nas veias débeis, como me lavavam, me limpavam, me cuidavam com a grandeza de quem não precisa de reciprocidade. A dimensão da humanidade na sua expressão acaso mais nobre. Sou-lhes eterno devedor.
Ao observá-los e à sua compassiva densidade, apreendi que os macacos sem fé e sem sonho, que nos governam, desejam não só dar cabo do Serviço Nacional de Saúde: eles querem, sobretudo, dissolver os laços de benevolência, essa ligação suave, decente e poderosa entre alma e coração, substância e essência que constituem a construção social e o espírito do SNS. O que são alianças de piedade e de solidariedade entre os que sofrem e os que cuidam, ajudam e amparam, eles ambicionam transformar em gélidas demonstrações profissionais, "justificadas" pelo dinheiro.
Estes que tais encontram, porventura, na maldita frase do banqueiro Ulrich ["eles aguentam, aguentam"] o mais sórdido apoio aos seus projectos de demolição social e ética. Estão do outro lado das coisas, ignoram a natureza concêntrica das grandes simpatias humanas. Têm o coração oco. Nada sabem dessa humanidade assustada, desvalida, a quem querem roubar o pouco que lhes resta, que sofre nas ruas, nos hospitais, que envelhece no pasmo de desconhecer o que lhes acontece. E ocorre-me a frase de Raul Brandão: "Apenas anseiam por um pouco de ternura e nada mais."»
Artigo completo no DN
«(...) Pouco depois fui transferido para o Hospital Pulido Valente. Explicaram-me que, na Unidade de Cuidados Intermédios, dispunha de assistência assídua e especializada, e a minha miséria encontrava resposta na bondade, no carinho, no desvelo de um grupo de raparigas e de rapazes não só atento à medicação, procurando magoar-me o mínimo possível, com o furo nas veias débeis, como me lavavam, me limpavam, me cuidavam com a grandeza de quem não precisa de reciprocidade. A dimensão da humanidade na sua expressão acaso mais nobre. Sou-lhes eterno devedor.
Ao observá-los e à sua compassiva densidade, apreendi que os macacos sem fé e sem sonho, que nos governam, desejam não só dar cabo do Serviço Nacional de Saúde: eles querem, sobretudo, dissolver os laços de benevolência, essa ligação suave, decente e poderosa entre alma e coração, substância e essência que constituem a construção social e o espírito do SNS. O que são alianças de piedade e de solidariedade entre os que sofrem e os que cuidam, ajudam e amparam, eles ambicionam transformar em gélidas demonstrações profissionais, "justificadas" pelo dinheiro.
Estes que tais encontram, porventura, na maldita frase do banqueiro Ulrich ["eles aguentam, aguentam"] o mais sórdido apoio aos seus projectos de demolição social e ética. Estão do outro lado das coisas, ignoram a natureza concêntrica das grandes simpatias humanas. Têm o coração oco. Nada sabem dessa humanidade assustada, desvalida, a quem querem roubar o pouco que lhes resta, que sofre nas ruas, nos hospitais, que envelhece no pasmo de desconhecer o que lhes acontece. E ocorre-me a frase de Raul Brandão: "Apenas anseiam por um pouco de ternura e nada mais."»
Artigo completo no DN
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sábado, 9 de fevereiro de 2013
CGTP: Manifestações distritais 16 fev.
Desenho in "Henricartoon"
O Orçamento de Estado para 2013 é um ataque brutal às condições de vida dos enfermeiros.
O Ministério das Finanças/Saúde não aceitaram a proposta do SEP de manter os valores das horas de qualidade e “ir buscar montante igual” aos desperdícios que todos sabemos continuarem a existir no setor, nomeadamente, os contratos milionários de alguns profissionais e técnicos, encaminhamento de doentes para o setor privado, etc.
MAS CONTINUA A NÃO CHEGAR PARA ESTE GOVERNO. O relatório pedido ao FMI é um verdadeiro hino ao neoliberalismo, à destruição das Funções Sociais do Estado, do Serviço Nacional de Saúde e da carreiras dos profissionais de saúde, incluindo a dos enfermeiros.
A ESTAGNAÇÃO no desenvolvimento das carreiras, quando todos os que estamos a trabalhar desde 2004, já deveríamos ter progredido uma posição remuneratória, aumenta e aprofunda discriminação entre os enfermeiros, para além da discriminação perante outros.
A partir deste ano, o valor de referência para todos os que ingressarem na profissão é de 1201, 48€. Entretanto, todos os enfermeiros (e são a maioria) até 27 anos de profissão (incluindo especialistas) é de 1465€ É INJUSTO.
(...)
Em Coimbra é na Pr. República até Pr. 8 de Maio 14,30h
Panfleto no sítio do SEP
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Mais um exemplo da sobre-exploração dos profissionais de enfermagem
Testemunho: falsos recibos verdes no Hospital HPP Lusíadas
Chegou-nos o testemunho que aqui reproduzimos sobre pessoas alegadamente a trabalhar falsos recibos verdes na HPP Saúde, nomeadamente no Hospital HPP Lusíadas.
«A empresa HPP Saúde, em concreto o Hospital HPP Lusíadas mantém Enfermeiros e outros profissionais de saúde a regime de “falso recibo verde”, i.e., Obedecer a uma hierarquia dentro da empresa; Cumprir um horário de trabalho estipulado pela empresa; Exercer a actividade nas instalações da empresa, obedecer a plano de férias etc etc, o que legalmente se resume a contracto verbal por tempo indeterminado há mais de 3 anos.
Todavia têm em divida para com estes trabalhadores uma série de regalias impostas por lei como o subsidio de refeição, de férias e Natal, bem como a percentagem devida para contribuição à segurança social (pagando a empresa apenas 5%- pois concentra mais de 80% dos rendimentos anuais do trabalhador).
As promessas de um contrato escrito e consequente pagamento das devidas regalias foram constantes ao longo dos anos, eis senão que -aproximando-se a transição do grupo para a empresa brasileira AMIL-, esta semana surge uma comunicação informal por parte da administração dizendo que até dia 31 de Janeiro, quem não transferir a sua actividade para uma empresa de recursos humanos externa deixará de receber ordenado pois este só será pago contra entrega de um recibo da citada empresa.
Isto constitui uma clara tentativa de coagir o trabalhador a sair da empresa HPP Saúde com a qual tem há mais de 3 anos contracto verbal por tempo indeterminado e a ingressar voluntariamente numa empresa externa que presta serviços ao HPP. Não saldando com isto a divida pendente, nem indemnizando o trabalhador. Procuram, agora que se aproxima a entrada da administração da AMIL, sanear todas as ilegalidades que têm vindo a cometer em política de recursos humanos, e condições laborais.
Jorge Rebelo (Enf.)»
Em: Precários Inflexíveis
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
(d)Eficientes Indignados manifestam-se
Convocatória para Manifestação dia 7 de fevereiro
«Caros amigos;
O Movimento dos (d)Eficientes Indignados vai levar a efeito uma Manifestação em frente ao Ministério das Finanças, dia 7 de Fevereiro, pelas 16 horas, embora estejamos já lá desde as 8.30, com aparelhagem de som.
As razões do nosso protesto são as de todas as pessoas com deficiência e prendem-se com a precariedade financeira e este orçamento injusto e as suas consequências na vida das pessoas com deficiência e incapacidade e suas famílias.
Não é possível sobreviver com pensões de 195 euros. Nem tão pouco viver com o espectro da sobretaxa sobre todos os rendimentos.
O Estado não pode descartar nas famílias a sua responsabilidade para com cidadãos que, pelo facto de terem uma deficiência, não deixam de ser cidadãos, nem deixam de ter direitos que estão consignados na Constituição da República Portuguesa.
Aumentos de IRS que chegam a ultrapassar os 700% a quem tem custos acrescidos por ter uma deficiência, que são da ordem dos 4 a 26 mil euros anuais consoante o grau e tipo de deficiência, é aumentar as dificuldades de quem já tem uma qualidade de vida miserável devido às barreiras físicas, comunicacionais, não esquecendo as resultantes dos preconceitos e estigmas associados à deficiência, que lhes são impostas todos os dias por esta sociedade.
Estamos fartos dos cortes nos transportes para os tratamentos, das ajudas por terceira pessoa pagas a 49 cêntimos à hora, dos cortes no ensino especial que estão a levar muitas crianças a uma institucionalização forçada, que estamos fartos de renovar atestados quando temos deficiências que nos acompanharão para o resto da vida.
Estamos fartos de ser tratados como cidadãos de 2ª e dos ataques deste Governo ao Estado Social a mando da Troika.
Por isso apelamos a todos para connosco se manifestarem. É tempo de nos unirmos em torno de uma causa comum. É tempo de falarmos a uma só voz, de lutarmos pelos direitos das pessoas com deficiência, consagrados na Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência, do qual Portugal é signatário. É tempo de devolvermos a dignidade a uma minoria sempre esquecida.
Juntem-se a nós durante o dia ou apareçam na concentração às 16 horas para entregarmos uma mensagem para o Sr. Ministro Gaspar.
É imprescindível congregar vontades. Caso não lhes seja possível estar presentes na Manifestação, agradecemos divulgação da mesma, resposta e o apoio formal à mesma, caso concordem, para procedermos à divulgação desse mesmo apoio.
A concentração será ruidosa. Tragam o que fizer mais barulho. Buzinas, apitos, bombos, panelas, trompetes ou tubas.
Contamos convosco na luta que é de todos nós.
http://www.facebook.com/events/339577126156606/?fref=ts
http://www.facebook.com/dEficientes.Indignados
http://www.deficientesindignados.org
P'lo Movimento dos (d)Eficientes Indignados,...
domingo, 27 de janeiro de 2013
DEMISSÃO DO GOVERNO!
Somos todos precisos. Todos e todas: funcionários públicos e do privado, efectivos, contratados, precários, reformados, pensionistas, estudantes e desempregados. O Orçamento do Estado para 2013 vai ser posto em prática contra nós. Cortes, penhoras, despejos, despedimentos, dispensas sãouma realidade diária, imposta à força, no país em que vivemos.
Custe o que custar, dizem. Doa a quem doer, dizem. Mas sabemos que custa sempre aos mesmos, que dói sempre aos mesmos. E que os mesmos somos sempre nós.
2013 ainda não começou e já sabemos bem demais o que aí vem, porque a fome já se faz sentir em muitas casas, em muitas ruas, em muitas escolas. A doença e a miséria já matam, aqui e nos outros países reféns da Troika, esse governo não-eleito que continua a decidir o nosso futuro, que continua a condenar-nos os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Gente que ninguém elegeu e que fala já de medidas de contingência para este mesmo Orçamento, que passarão, dizem, por novas baixas nos salários. Pela miséria nossa que lhes traz lucro a eles.
Depois de durante quase dois meses sentirmos na pele os efeitos deste Orçamento criminoso e imoral, a Troika regressará ao nosso país a 25 de Fevereiro, para a 7ª avaliação do assalto financeiro a que este governo, ajoelhado e sem legitimidade, insiste em chamar “de resgate". Sabemos já de cor o teor das mentiras que dirão: que estamos a cumprir, que vamos no bom caminho, que tudo está como deveria estar. Mas esse caminho, o "bom" caminho no qual estamos e (se deixarmos) estaremos, será, como é hoje, o caminho para o cadafalso, o caminho da fome, da miséria, da destruição total da Constituição da República que este Governo e esta Presidência juraram defender, mas que violam constantemente, sem qualquer dúvida ou arrependimento. Já não fazem nada sequer próximo daquilo para que foram eleitos.
Mas nós somos cada vez mais. Somos já muita gente que se recusa a continuar calada. Já mostrámos a força da nossa voz e do nosso protesto. Em Portugal e noutros países, saímos à rua pacificamente, para dizer Basta. E o mundo inteiro ouviu e viu a nossa força. Sabíamos que essas enormes demonstrações de vontade, apesar da sua dimensão, não seriam suficientes, que a luta seria dura e longa e que teria de continuar. A força dos que nos oprimem é cega e obedece a uma rede internacional, para a qual somos apenas um nó insignificante. Mas esse nó é constituído por milhões de pessoas. Pessoas que sentem, pessoas que sofrem, mas que não deixam por isso de pensar, não deixam por isso de saber que têm de agir. Não vamos deixar que se repita a história e que acabemos entregues a regimes totalitários, reféns do ódio, da miséria, da guerra. Por isso, a 2 de Março, unidos como nunca antes, com a força da revolta na voz e a solidariedade nos braços que entrelaçamos, sairemos de novo à rua, todos e todas, para dizer NÃO.
Apelamos a todos os cidadãos e a todas as cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, para que se juntem a nós. Como apelamos às organizações, aos movimentos cívicos, aos sindicatos, aos partidos políticos, às colectividades, aos grupos informais, de norte a sul, nas ilhas, no estrangeiro, para que saiam à rua e digam BASTA.
Faremos de cada cidade, de cada aldeia, de cada povoação, um mar de força e gente, exigindo o fim definitivo da austeridade desumana, a queda do governo e o lançamento das bases para um novo pacto social. Sem troikas, sem políticas recessivas, sem inevitabilidades, sem despedimentos, sem sacrifícios irracionais que já todos percebemos aonde levam: à miséria total, ao fim de toda e qualquer esperança de uma vida digna, ao fim do Estado Social.
Usemos o tempo que nos separa desta data para construirmos um caminho, para alertarmos este, para esclarecermos aquela, sem perdermos de vista os nossos objectivos: o derrube total e inequívoco deste governo, o derrube da austeridade enquanto política que, ao contrário do que nos dizem, não funciona. Porque apenas funciona contra nós, contra o povo, contra os povos, quem quer que seja o seu intérprete - troika ou troikistas.
Concentremos energias e forças numa mobilização sem precedentes, sabendo que só juntos venceremos.
É preciso união. Somos precisos - todos e todas nós. Vamos manifestar-nos na tarde de 2 de Março! A troika e o governo vão ouvir-nos gritar:
FMI FORA DE PORTUGAL!
DEMISSÃO DO GOVERNO!
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