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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Empresa paga 510 euros a enfermeiros mas recebe mais do dobro
O Centro Hospitalar do Médio Tejo paga 1200 euros mensais por profissional, mas estes só recebem 3,1 euros por hora
É, até aqui, o salário mais baixo pago a um enfermeiro por uma empresa: 3,1 euros por hora, ainda sem descontos. E há oito enfermeiros no Centro Hospitalar do Médio Tejo a receber estes valores, na maioria dos casos para trabalhar na urgência de Abrantes. A empresa está a receber 1200 euros euros por mês, mas a penas paga 510. Apesar de estarem em curso centenas de contratações no SNS, o recurso às prestações de serviços mantém-se e por valores cada vez mais baixos, que rondam os cinco euros à hora, este valor já é menos 50% do que o valor de tabela.
De acordo com o contrato de trabalho entre a empresa Sucesso 24 Horas e estes profissionais, a que o DN teve acesso, os enfermeiros têm de trabalhar 40 horas por semana para receber estas verbas sem descontos e sem subsídio de refeições, um valor recorde pago por estas empresas.
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terça-feira, 3 de julho de 2012
Enfermeiros a preço de saldo na China da Europa
in Henricartoon
3,96 euros à hora - este é o valor que será pago aos enfermeiros contratados a partir de hoje (dia 2 de julho) por empresas de prestação de serviços para trabalharem nos centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o "Diário de Notícias". Não é inédito, no Rovisco Pais, Tocha-Coimbra, o salário miserável existe, embora tenha havido um recuo por parte da administração, e vão ser pagos a 500 euros/mês os enfermeiros contratos pelo novo Hospital Privado de Gondomar. Não contando com o/as colegas que trabalham à borla, em verdadeiro sistema esclavagista.
É a concretização, na área da saúde, da “China da Europa”!
Foram os Sindicatos dos Enfermeiros a denunciar o caso: feitos os descontos, e se os enfermeiros trabalharem sete horas por dia não receberão mais de 300 euros por mês. A MedicSearch, empresa ligada à multinacional norte-americana Fly2doc, é uma das empresas que venceu alguns dos concursos lançados pela Administração de Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que se justifica com: "os preços desceram 45 por cento em relação ao caderno de encargos do concurso anterior". Mas mais grave é afirmação do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo que garantiu desconhecer os valores pagos, acrescentando: "Nós não contratamos enfermeiros, mas serviços de enfermagem."
Ora, se os serviços de enfermagem ficam mais baratos aos cofres do Estado, não ficam mais baratos aos bolsos do contribuinte, porque estes pagam cada vez mais impostos e vêem cada mais degrada a qualidade de uns serviços que já são pagos a montante. Contratar “serviços de enfermagem” e não enfermeiros como se fazia até há algum tempo tem outras vantagens: as empresas negreiras ficam com a diferença entre o que contratualizam e o que na realidade pagam aos enfermeiros, uma margem de intermediação que não é nada pequena, ao caso será o diferencial entre os 3,96 e os 5 euros à hora, mas que pode chegar aos 50%; e para quem faz os concursos, pelo lado do Estado, correm geralmente luvas por baixo da mesa. Mas nestes casos o ministro é cego e não chama a PJ.
Quando aconteceu a Grande Depressão nos anos 30 do século passado, nos EUA, os sindicatos defenderam a redução da duração do dia de trabalho para aumentar os postos de trabalho e assim combater o desemprego galopante. Nos tempos de hoje, que serão em breve bem piores do que há 80 anos, não se ouve os sindicatos a defender o fim da acumulação de emprego por parte de muitos enfermeiros que, a exemplo de muitos médicos, acumulam público com privado e por vezes público com público, porque seria uma maneira de disponibilizar postos de trabalho e combater o desemprego. E seria também uma maneira de tornar a classe mais reivindicativa já que muitos enfermeiros com emprego efectivo no SNS deixariam de ter almofadas protectoras. Mas não. Pela simples razão de que muitos dirigentes sindicais são de igual modo tachistas, acumulando diversos empregos incluindo o de funcionário sindical.
A situação de desemprego ou/e de exploração miserável de muitos enfermeiros é, sem dúvida, da responsabilidade deste governo PSD/PP e do anterior PS, mas os sindicatos, que agora piam tarde e baixinho, não deixam de ter a sua quota-parte já que não acautelaram a situação a tempo e a horas com aprovação de uma carreira digna no tempo certo, que era quando saiu da escola o primeiro enfermeiro licenciado. Andaram mais de 10 anos a dormir na forma, tempo em que nunca se preocuparam com a política dos governos para a saúde, basta deitar uma vista de olhos à imprensa sindical dessa época. O que se passa agora com enfermeiros a ganhar menos que o salário mínimo é a destruição de uma carreira profissional mal parida.
A diminuição brutal dos salários nominais, seja na Função Pública seja no sector privado, irá continuar. Se não nos revoltarmos será o trabalho escravo. Temos de mudar de política e de governo. Urge derrubar o governo fascista PSD/PP!
Ler mais: aqui e aqui
3,96 euros à hora - este é o valor que será pago aos enfermeiros contratados a partir de hoje (dia 2 de julho) por empresas de prestação de serviços para trabalharem nos centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o "Diário de Notícias". Não é inédito, no Rovisco Pais, Tocha-Coimbra, o salário miserável existe, embora tenha havido um recuo por parte da administração, e vão ser pagos a 500 euros/mês os enfermeiros contratos pelo novo Hospital Privado de Gondomar. Não contando com o/as colegas que trabalham à borla, em verdadeiro sistema esclavagista.
É a concretização, na área da saúde, da “China da Europa”!
Foram os Sindicatos dos Enfermeiros a denunciar o caso: feitos os descontos, e se os enfermeiros trabalharem sete horas por dia não receberão mais de 300 euros por mês. A MedicSearch, empresa ligada à multinacional norte-americana Fly2doc, é uma das empresas que venceu alguns dos concursos lançados pela Administração de Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que se justifica com: "os preços desceram 45 por cento em relação ao caderno de encargos do concurso anterior". Mas mais grave é afirmação do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo que garantiu desconhecer os valores pagos, acrescentando: "Nós não contratamos enfermeiros, mas serviços de enfermagem."
Ora, se os serviços de enfermagem ficam mais baratos aos cofres do Estado, não ficam mais baratos aos bolsos do contribuinte, porque estes pagam cada vez mais impostos e vêem cada mais degrada a qualidade de uns serviços que já são pagos a montante. Contratar “serviços de enfermagem” e não enfermeiros como se fazia até há algum tempo tem outras vantagens: as empresas negreiras ficam com a diferença entre o que contratualizam e o que na realidade pagam aos enfermeiros, uma margem de intermediação que não é nada pequena, ao caso será o diferencial entre os 3,96 e os 5 euros à hora, mas que pode chegar aos 50%; e para quem faz os concursos, pelo lado do Estado, correm geralmente luvas por baixo da mesa. Mas nestes casos o ministro é cego e não chama a PJ.
Quando aconteceu a Grande Depressão nos anos 30 do século passado, nos EUA, os sindicatos defenderam a redução da duração do dia de trabalho para aumentar os postos de trabalho e assim combater o desemprego galopante. Nos tempos de hoje, que serão em breve bem piores do que há 80 anos, não se ouve os sindicatos a defender o fim da acumulação de emprego por parte de muitos enfermeiros que, a exemplo de muitos médicos, acumulam público com privado e por vezes público com público, porque seria uma maneira de disponibilizar postos de trabalho e combater o desemprego. E seria também uma maneira de tornar a classe mais reivindicativa já que muitos enfermeiros com emprego efectivo no SNS deixariam de ter almofadas protectoras. Mas não. Pela simples razão de que muitos dirigentes sindicais são de igual modo tachistas, acumulando diversos empregos incluindo o de funcionário sindical.
A situação de desemprego ou/e de exploração miserável de muitos enfermeiros é, sem dúvida, da responsabilidade deste governo PSD/PP e do anterior PS, mas os sindicatos, que agora piam tarde e baixinho, não deixam de ter a sua quota-parte já que não acautelaram a situação a tempo e a horas com aprovação de uma carreira digna no tempo certo, que era quando saiu da escola o primeiro enfermeiro licenciado. Andaram mais de 10 anos a dormir na forma, tempo em que nunca se preocuparam com a política dos governos para a saúde, basta deitar uma vista de olhos à imprensa sindical dessa época. O que se passa agora com enfermeiros a ganhar menos que o salário mínimo é a destruição de uma carreira profissional mal parida.
A diminuição brutal dos salários nominais, seja na Função Pública seja no sector privado, irá continuar. Se não nos revoltarmos será o trabalho escravo. Temos de mudar de política e de governo. Urge derrubar o governo fascista PSD/PP!
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