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terça-feira, 14 de abril de 2015
Aviso aos filhosdaputa que nos governam
por João José Cardoso
É bom que vejam a reportagem da Ana Leal, que ontem foi exibida pela TVI. À partida estais-vos na tintas: são hospitais públicos, os privados florescem, é coisa para pobres.
Mas há um detalhe, ó filhosdaputa. São serviços de urgência. Ora não há privados que cubram as urgências de um país, pelo simples facto que este lado do negócio apenas dá lucro em Lisboa e Porto e mesmo assim não cobre todas as necessidades. E depois os serviços de emergência médica não vos vão diferenciar se vos estampardes numa estrada, se tiverdes um ticoteco na rua, uma emergência, portanto. Não estou a ver uma dessas equipas que vai às estradas, também eles trabalhando em péssimas condições, a pedir de imediato um helicóptero porque se trata do sr. ministro, ou a reconhecer no focinho coberto de sangue um secretário de estado. Vai daí, em caso de azar, e ninguém está livre dele, trigo limpo farinha amparo, ireis para estas urgências como os outros. E arriscais-vos mesmo a ficar numa maca entalada entre outras num corredor, a serdes assistidos por um enfermeiro para 30 doentes, a ter o único médico capaz de vos tratar ocupado com outros doentes. De nada valerá, depois, um secretário de estado gritar que os médicos e enfermeiros eram comunistas. De nada valerá para vocês, e muito menos para a vossa família.
Resta-vos, depois da razia feita sobre o Serviço Nacional de Saúde, uma hipótese, é claro: não sair de casa. Mas é aborrecida.
Retirado daqui
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
"A minha mãe não morreu, mataram-na"
"A minha mãe não morreu, mataram-na" - David Gomes, filho da mulher de 51 anos que morreu à espera do medicamento para tratar a hepatite C, garante que vai pedir responsabilidades ao Estado e avançar para tribunal. (dn.pt|By Global Media Group)
José Carlos Saldanha, doente com hepatite C há 19 anos, ofereceu-se para pagar metade do tratamento. "Escrevi uma carta [ao ministro] a dizer que pagava metade do tratamento e nunca me respondeu".
David Gomes, o filho de Maria Manuela Ramalho Ferreira, que morreu de hepatite C à espera de medicação, esteve hoje na Comissão Parlamentar de Saúde para entregar um documento ao ministro onde ele, familiares e doentes de hepatite C pedem que se terminem com as mortes. "Vamos avançar para tribunal. A minha mãe não morreu, mataram-na. Há uma cura desde Janeiro de 2014 e em três meses podia ter ficado curada, alguém tem de ser responsabilizado", disse David Gomes ao DN. David refere mesmo que o pedido de acesso ao Sofosbuvir nunca saiu do hospital e que a mãe contraiu a doença há 20 anos, em intervenções médicas necessárias devido a complicações a seguir ao nascimento do filho.
Ao seu lado está José Carlos Saldanha, doente com hepatite C há 19 anos. Desde o dia 8 de Dezembro que espera a resposta do Infarmed ao pedido de autorização para receber o tratamento. "Estou no corredor da morte à beira de um carcinoma. Tenho uma filha de 12 anos e não quero morrer. Já propus ao ministro pagar metade do meu tratamento e nunca tive resposta. Este genocídio vai ter de acabar. Temos direito à vida e ao tratamento. A doença ganhou voz. Basta de mentiras", disse.
Aqui
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Trabalho temporário também culpado do caos nos hospitais portugueses
Nas últimas semanas registaram-se em muitos hospitais um cenário de caos com milhares de pessoas a esperarem longas horas para serem atendidas, algumas vezes mais de 24 horas. O resultado foi mortal para duas pessoas, que não resistiram à espera e morreram nos corredores dos hospitais sem atendimento.
A causa está identificada por profissionais, sindicatos e administradores hospitalares, há falta de médicos nas urgências e o governo não permitiu libertar as verbas que premitiriam o planeamento adequado para o Inverno. Todos concordam com este diagnóstico, menos o governo que diz que a culpa é dos cidadãos que procuraram os serviços.
Mas há uma variável escondida desta equação: as empresas de trabalho temporário (ETT).
Os administradores dos hospitais vieram dizer que a culpa também é das ETT que se candidatam a vagas nos horários sem terem médicos para ocupar essa vaga. No entanto, o problema é outro: quem é que meteu as ETT nesta equação? E a que preço?
Com a desorçamentação do Serviço Nacional de Saúde, o governo impediu a contratação de médicos e profissionais de saúde necessários aos hospitais e vai colmatando, ao mês, à semana, ao dia, as falhas com médicos sem vínculo contratados às ETT.
Assim, os médicos passam de serviço hospitalar para serviço hospitalar sem conhecerem tudo desse serviço e sem estarem inseridos numa equipa com laços de confiança, não podendo prestar o mesmo apoio aos doentes. Ganham mais, é verdade, mas muitos não querem ganhar mais, querem sim um vínculo com o hospital que o governo proibe.
As ETT brindam a este negócio e fazem milhões com a falta de organização. O Estado perde dinheiro dos contribuintes.
Mais uma prova de que a austeridade mata e de que a precariedade nos empurra a todos para baixo.
Retirado daqui
terça-feira, 15 de julho de 2014
PPP da Saúde com aumento de 166%
Segundo um estudo do economista Eugénio Rosa nos 4 anos entre 2010 e 2014 enquanto a despesa pública com a saúde sofreu um corte superior a 5,5 milhões e os hospitais públicos viram o seu financiamento reduzido em 666 milhões, as parcerias com privados tiveram um aumento de 166%. Ou seja as transferências do orçamento do Estado para grupos económicos como o Espirito Santo Saúde, Jose Mello e o grupo brasileiro AMIL, que gerem as Parcerias Público Privadas na Saúde passaram de 160 milhões em 2010 para 427 milhões em 2014! (Saiba quanto vão custar ao erário público as PPP só em 4 hospitais até ao ano 2042).
No corrente ano estão a acontecer cortes quase três vezes maiores do que os do ano 2013!. Perante estes números é fácil compreender que tudo falte no Serviço Nacional de Saúde e nos hospitais públicos (médicos, enfermeiros, medicamentos, consumiveis, etc), e do que se queixam os médicos e outros profissionais de saúde! Eugénio Rosa acusa o governo de estar a destruir o SNS de forma silenciosa e recorda que só depois da greve dos médicos na passada semana o ministro reforçou em 300 milhões a verba para os hospitais publicos! (cm)
O ministro da Saúde Paulo Macedo continua no entanto a recusar o diálogo com a Ordem dos Médicos. O SNS, que até aqui servia todos os portugueses com qualidade, está a sofrer com as medidas de austeridade e a degradar-se muito mais do que outros sectores da governação, "por mera opção política, pois este Governo impôs mais cortes à Saúde e aos Doentes do que aquilo a que foi forçado pela Troika". Inclusivamente, a propósito da greve, o ministro fez uso do seu tom habitualmente indigno ao aproveitar o momento para fazer uma descarada propaganda às empresas privadas da área da saúde: "esta greve foi altamente lesiva para os utentes dos serviços do SNS, se olharmos para os hospitais privados verifica-se que aí nenhum utente deixou de ser atendido". Acontece é que o Estado passou agora a pagar em subsidios aos privados o que recusa pagar nos serviços públicos.
Retirado daqui
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