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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Crato, afinal quem é violento?



Os inimigos da Escola Pública (Crato&amigos) nos últimos dias têm demonstrado estar preocupados com o novo movimento nacional de professores pelo Boicote&Cerco à prova. Têm bons motivos para isso, porque com menos de 1 mês de existência e infelizmente sem qualquer apoio de sindicatos ou associações de professores, este movimento continua a crescer e já chega a mais de 20 cidades: Aqui

Imaginem o que poderia fazer este movimento, se estivesse organizado há mais tempo?

No entanto o que é mais impressionante é a propaganda (que começa a surgir) sobre a suposta violência deste movimento nacional de professores. Falam de violência, mas não será realmente violento:

- milhares de crianças em Portugal chegarem às Escolas com fome?

- não se dar o acompanhamento necessário às nossas crianças com necessidades educativas especiais?;

- haver falta de funcionários nas Escolas, o que potencia os “acidentes” no recreio?;

- varrerem os contratados das Escolas, e simultaneamente haver turmas com 30 ou mais alunos?

- impedem milhares de estudantes de frequentar o ensino superior por motivos financeiros?;

- um Ministro da Educação usar a mentira (em horário nobre televisivo e sem direito a contraditório) para tentar desprestigiar os professores?;

- tirarem milhões de euros à Escola Pública para dar diretamente milhões a colégios privados de amigos do Governo?

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” Bertolt Brecht

Até quando teremos que suportar um governo mentiroso, sem legitimidade democrática e fora da lei? E um governo que supostamente “não tem dinheiro” para assumir condições dignas para todas as nossas crianças e jovens mas assume a dívida de milhões de euros de vários amigos (ex: Duarte Lima do PSD). Até quando? daqui

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Caminhos com saída



Greve por tempo indefinido dos “BARRENDEROS Y JARDINEROS” de Madrid – Se nos despedirem Madrid vai Arder!


Haverá caminhos com saída para os trabalhadores que estão a pagar os prejuízos e a descapitalização dos bancos (e o resto das prejuízos da economia capitalista) com os cortes nominais dos seus salários, aumento de impostos e do tempo de trabalho, destruição do dito estado social, etc…? Ou não haverá alternativa a esta política de austeridade seguida por este governo e iniciada pelo anterior do partido dito socialista?

A aprovação do OE-2014 pelos partidos da maioria na Assembleia da República é a continuação desta política de diminuição do poder económico dos trabalhadores e destruição dos serviços públicos e é, acima de todas as coisas, uma declaração de guerra (mais outra) contra os trabalhadores. Em 2014 haverá um corte de 3,1 mil milhões de euros (1,8% do PIB) na despesa pública e no estado social; e mais 2,1 mil milhões de euros (1,2% do PIB) em 2015. Cortes que serão, no dizer do governo e da UE, “cortes permanentes”, ou seja, não haverá volta atrás. Haverá sim se os trabalhadores se revoltarem. Nada é irreversível, a não ser a morte.

Não deixamos de enfatizar. Os próximos tempos vão ser tempos de muita luta por quem trabalha contra o intensificar da política de austeridade já anunciada, pela “simples” razão de que “o esforço orçamental anual em 2014 e 2015 será o dobro do sentido em 2013” – é a Comissão Europeia, no relatório sobre as oitava e nona avaliações ao programa de ajustamento, que o diz. Perante tal estado de sítio, o caminho principal não poderá ser o de confiar em órgãos do estado que é também patrão, que oprime e explora, seja o Tribunal Constitucional ou os tribunais que demoram anos e anos para decidir muitas vezes por questões bem simples.

No princípio do mês, os trabalhadores da função pública na Grécia fizeram uma greve de dois dias; aqui ao lado, em Madrid, os trabalhadores da limpeza fizeram uma greve por tempo indeterminado que só acabou quando as empresas concessionárias e o patrão-estado, ou seja, a edilidade, recuaram em toda a linha no propósito de despedir os 1400 trabalhadores previstos e reduzir os salários em 40%. Foi o espírito determinado de levar a luta até ao fim que deu a vitória. Em Portugal brinca-se às greves, fazem-se encenações, algumas delas tão evidentes que até aprece que são combinadas com o outro “lado”. Ou seja, que há uma agenda oculta, sendo as reivindicações dos trabalhadores mera moeda de troca.

No passado dia 8 de Novembro realizou-se uma greve geral na função pública que teve grande adesão; agora, vão decorrendo greves dispersas dos diversos sectores dos transportes públicos, alguns outros sectores ligados a actividades das empresas públicas, exemplo CTT, vão fazendo greves e manifestando descontentamento. São contra as privatizações (a principal tarefa que se segue na agenda do governo antes de ser despedido) e contra os despedimentos (o despedimento dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo é a premonição do que esperará os trabalhadores do estado e das empresas públicas). Mas que, apesar de todos os sacrifícios e denodo, não deixarão de ser lutas dispersas e desaguarão na derrota, como tem acontecido. A unificação das lutas dos trabalhadores do estado e do sector privado impõe-se, daí a necessidade de greve geral nacional pelo tempo que for necessário até ao derrube do governo PSD/CDS-PP e fim imediato desta política de austeridade. Para já este é o caminho com saída para quem tem como única fonte de sobrevivência a venda da sua força de trabalho.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

40 horas na função pública salvaguardam “interesses públicos relevantes”



Os juízes do Tribunal Constitucional compreenderam a "intensidade do sacrifício" para os trabalhadores, mas consideraram que "a medida de aumento do período normal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas visa a salvaguarda de interesses públicos relevantes". Os sindicatos e os partidos da oposição, que levaram a questão para o TC, pensavam (e parece que ainda pensam) que o TC seria o baluarte último e indestrutível na defesa dos interesses dos trabalhadores, têm agora o resultado à vista. É o resultado da sua demissão de instituições que têm por missão, pelo menos em teoria, a defesa dos interesses do povo mas que na prática nada fizeram para merecer essa confiança.

Não víamos grande fundamento – em termos jurídicos, diga-se – para que o TC considerasse inconstitucional o alargamento do horário de trabalho na Função Pública, atendendo para mais aos argumentos avançados pelo governo, a contenção salarial e a redução dos custos com trabalho extraordinário em tempo excepcional de crise, o alargamento dos horários de funcionamento e atendimento ao público dos serviços da administração, com “efeito positivo” para a sociedade. Um desses efeitos positivos ficou já bem visível, a imediata suspensão da contratação de 111 funcionários pela Unidade Local de Saúde de Bragança, que seriam para substituir, em parte, os trabalhadores que se aposentaram. Terá sido uma poupança de 1 milhão e 800 mil euros, ou seja, salvaguardou-se um “interesse público” de indiscutível “grande relevo”.

Quase de certeza que a medida que visa o corte de 10% no montante das reformas para a dita “convergência” do sistema público com o privado irá ser chumbada pelo TC. Porque foi uma decisão (o envio da lei) tomada por um reformado (não um qualquer reformado!) e os juízes do TC não quererão ver uma das mordomias diminuída, não será demais relembrar que a presidente da Assembleia da República se aposentou com 500 contos (ainda não havia o euro), com a “provecta” idade de 42 anos. Claro que o horário das 40 horas não é para todos os funcionários públicos, os juízes, entre outros sectores mais ligados ao exercício do poder, estão isentos. Os sindicatos da enfermagem também desejavam (e ainda deverão desejar) uma excepção para a classe, as 40 horas deverão ser apenas para a “plebe”.

Claro que o governo jogou com a divisão no seio dos funcionários públicos, assim como tem jogado com a divisão entre os trabalhadores do estado e os do sector privado, e os sindicatos têm infelizmente entrado no jogo, e não apenas os dos enfermeiros. Alguns sindicatos da função pública chegaram a apresentar providências cautelares, aceites pelos tribunais, e que agora irão todas por água abaixo, na mesma linha que levou a questão para o TC, lançando assim, e mais uma vez, a ilusão de que a via judicial se iria substituir à via política. Ora, a questão do alargamento do horário dos trabalhadores da função pública é acima de tudo uma questão política. Uma questão a ser tratada pelos sindicatos e pelos partidos no campo da luta política. E não pelos tribunais que são, ao cabo e ao resto, um dos órgãos de poder do estado, ou seja, do patrão, que é uma das partes em confronto.

A decisão do TC mostra a natureza deste órgão do poder da classe dominante, cujos elementos são nomeados pelos dois partidos do arco da governação, e mostra mais, que o caminho apontado pelos sindicatos e partidos da oposição é um caminho sem saída.

sábado, 9 de novembro de 2013

A greve geral da FP é o preparar da greve geral nacional para derrube do governo PSD/CDS-PP

A greve geral dos trabalhadores da Função Pública teve o resultado que era ao princípio expectável, razão pela qual foi apoiada pela outra central sindical UGT, com elevados níveis de adesão nas escolas, nos transportes públicos e nas instituições do SNS, precisamente aqueles sectores que representam o grosso das funções sociais que o governo PSD/CDS-PP pretende privatizar. Foi a greve contra a política consubstanciada no famigerado “memorando da Troika” e na vontade das nossas elites (políticas e económicas) de quererem ir mais além.

A greve geral foi um protesto contra os cortes salariais (e das reformas dos trabalhadores fora do activo que descontaram durante uma vida inteira de trabalho e sacrifício contando com uma velhice de bem-estar e qualidade), contra o aumento do horário semanal, contra os despedimentos, contra a precaridade, contra a retirada de direitos em geral e… contra o governo fora-da-lei e ilegítimo. A greve geral dos trabalhadores do sector estado foi contra o fim da escola pública, contra privatização do ensino e contra a política que põe, sob a capa do “direito de escolha”, os trabalhadores e os pobres a financiar o ensino dos filhos dos ricos enquanto os seus ficam sem educação ou quanto muito por um ensino profissional para, se calhar em algum dia, arranjarem emprego em alguma multinacional que para aqui se deslocalize a fim de aproveitar a mão-de-obra portuguesa a preços de salários chineses.

A greve de ontem foi a greve contra o subfinanciamento do Serviço Nacional de Saúde para se financiar o negócio da saúde privada, consignando o OE-2014 mais 8,5 milhões aos negociantes que têm sugado o estado do que em relação ao ano de 2013. Enquanto há menos 282 milhões de euros para o SNS, com os hospitais a levarem o maior corte: 197 milhões de euros. Enquanto os hospitais e serviços de saúde vão encerrando (as urgências do Hospital dos Covões vão agora encerrar aos fins de semana, já tinham deixado de funcionar depois das 20 horas, para depois encerrarem de vez; entretanto as clínicas privadas surgem em Coimbra como cogumelos depois da chuva).

A greve da Função Pública foi a greve contra a descapitalização da Segurança Social para, um dia mais cedo do que se espera e segundo a cartilha da “Reforma do Estado” e apresentada há pouco tempo pelo “irrevogável” Portas, ser entregue aos bancos e companhias de seguros, ou seja, aos grupos financeiros que são os principais responsáveis pela existência e crescimento imparável da dívida pública (131,4% do PIB, segundo o Eurostat).

A greve dos trabalhadores do estado foi a greve contra o aumento dos impostos sobre os rendimentos dos trabalhadores (IRS), contra a diminuição do salário nominal, contra o desemprego e a precariedade, contra a necessidade de emigrar de todos os trabalhadores assalariados do sector privado, porque a luta é a mesma e sem distinção.

A greve geral da FP do dia 8 de Novembro de 2013 é o preparar da greve geral nacional contra a política de austeridade do FMI/UE/BCE/PSD/CDS-PP e pelo derrube do principal instrumento dessas políticas que é o presente governo de já iniciativa presidencial.

Uma greve geral nacional para parar o país pelo tempo necessário até que o governo caia.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

2 de Março. "o Povo é quem mais ordena"





Os locais das manifestações do 2 de Março:

• Aveiro: 16:00, Estação CP -> Praça da República

• Barcelona: 17:00, Consulado de Portugal, Ronda Sant Pere, 7

• Beja: 16:00 no Largo do Museu

• Boston: 18:00 na Boston Public Library (700, Boylston Street)

• Braga: 15:00 na Avenida Central

• Castelo Branco: 16:00 Pr. do Município

• Caldas da Rainha: 14:30 na Praça 25 de Abril

• Chaves: 16:00 no Largo das Freiras

• Coimbra: 15:00 Pr. República -> Pr. da Canção – Evento no Facebook Marés: dos reformados: 14:30 Arcos do Jardim: da cultura: entrada de carga do Gil Vicente

• Covilhã: 15:00 Pr. do Município

• Entroncamento: 16h, em frente à estação da CP

• Évora: 16:00 na Pr. Giraldo

• Faro: 16:00 - Largo do Carmo/Jardim Catarina Eufémia

• Funchal: 16:00 na Praça do Município

• Guarda: 16:00 na Pr. Velha à frente da Sé Catedral

• Horta: 10:00, Pr. da República

• Leiria: 16:00 na Fonte Luminosa

• Lisboa: 16:00 na Pr. Marquês de Pombal

(Maré Branca da Saúde: Rua Viriato): 14:30 na Maternidade Alfredo da Costa

- Maré de Educação: 14:00 no Minist. da Educação (Av. 5 de Outubro)

- Maré dos Reformados: 16:00 na APRe! (Associação de Aposentados, Reformados e Pensionistas – Av da Liberdade, junto ao monum. mortos da Grande Guerra; Mulheres em Marcha – 15h30 – edifício PT Picoas Maré Arco-Íris – 14h – R. Castilho)

• Londres: 15:00 na Embaixada Portuguesa em Londres (11, Belgrave Square, SW1X 8PP)

• Loulé: 16:00 no Mercado Municipal

• Marinha Grande: 15:00 Parque da Cerca

• Paris: 15:00 Consulado Geral de Portugal rue Georges Berger

• Ponta Delgada: 15:00 Largo 2 de Março -> Rua de Lisboa -> Campo de São Francisco -> Avenida Marginal -> Praça Vasco da Gama - > Portas da Cidade

• Portalegre: 16.30 horas na Praça da República

• Portimão: 16:00 Pr Manuel Teixeira Gomes (Casa Inglesa)

• Porto: 16:00 na Praça da Batalha - Evento no Facebook Marés no Porto: - Direitos humanos (SOS Racismo), às 16h na praça da Batalha; Cultura, às 16h, à porta do cinema Batalha, Educação, às 15h, junto à DREN (R. António Carneiro); Reformados (APRE), às 16h00, na praça da Batalha

•Tomar: 15:00 noJardim em frente ao Colégio

• Torres Novas: 14:00 Pr. 5 de Outubro

• Santarém: 15:00 no Centro de Emprego, Prc Alves Redol

• Setúbal: 16:00, Largo José Afonoso

• Viana do Castelo: 15:00 na Praça da República

• Vila Real: 16:00 Câmara Municipal

• Viseu: 16:00 Jardim Santa Cristina

Que se lixe a troika

Evento no Facebook

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

NÃO AO ROUBO DE UMA HORA DE TRABALHO!



Aos Assistentes Operacionais de Acção Médica - Comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro:

«No dia 01-02-2013, na pessoa do Sr. Enfermeiro- director António Manuel Marques o STFPSCentro foi informado que, em especial no turno das 08.00h-16.00h, o sistema de controlo de assiduidade registaria somente 7 horas de trabalho diário, não sendo permitido proceder a picagens na hora de saída para almoço, nem de entrada após este período.

Justificando esta medida com o facto de não existir jornada continua para os assistentes operacionais ao contrário do que sucede com o pessoal de enfermagem apesar de nos turnos seguintes não se aplicar esta medida, mantendo-se como se de Jornada contínua se tratasse ou horário rígido.

Em face desta informação o STFPSCentro confrontou o enfermeiro director António Manuel Marques afirmando que a concretização desta orientação coloca em causa o direito ao horário de trabalho dos funcionários e, na prática, faz com que os trabalhadores trabalhem oito horas sendo-lhe averbadas somente 7h diárias, roubando-lhes a contagem de 1 hora diária de serviço porque careceria de autorização do enfermeiro-chefe. (…)

Ora, O STFPSCentro não pode deixar de condenar a ligeireza e total ilegalidade desta intenção, que é um desrespeito aos mais elementares direitos dos trabalhadores e da pessoa, pois o verdadeiro objectivo desta medida não é mais do que aumentar em 1 hora diária o horário de trabalho dos funcionários contando-lhes apenas sete horas poupando o Hospital muitos milhares de euros á custa dos trabalhadores que menos ganham.

Perante tudo isto, e sem prejuízo das iniciativas a desenvolver pelo Sindicato em conjunto com os trabalhadores o STFPS centro aconselha todos os Assistentes Operacionais de Acçao Médica que laboram por turnos a não proceder de forma diferente do que têm feito até aqui sem que sejam notificados por escrito da alteração de procedimento que é da responsabilidade do Conselho de administração dos CHUC.

A Direção do STFPSC»

Texto completo no STFPSC

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um pouco de ternura e nada mais

por BAPTISTA-BASTOS

«(...) Pouco depois fui transferido para o Hospital Pulido Valente. Explicaram-me que, na Unidade de Cuidados Intermédios, dispunha de assistência assídua e especializada, e a minha miséria encontrava resposta na bondade, no carinho, no desvelo de um grupo de raparigas e de rapazes não só atento à medicação, procurando magoar-me o mínimo possível, com o furo nas veias débeis, como me lavavam, me limpavam, me cuidavam com a grandeza de quem não precisa de reciprocidade. A dimensão da humanidade na sua expressão acaso mais nobre. Sou-lhes eterno devedor.

Ao observá-los e à sua compassiva densidade, apreendi que os macacos sem fé e sem sonho, que nos governam, desejam não só dar cabo do Serviço Nacional de Saúde: eles querem, sobretudo, dissolver os laços de benevolência, essa ligação suave, decente e poderosa entre alma e coração, substância e essência que constituem a construção social e o espírito do SNS. O que são alianças de piedade e de solidariedade entre os que sofrem e os que cuidam, ajudam e amparam, eles ambicionam transformar em gélidas demonstrações profissionais, "justificadas" pelo dinheiro.

Estes que tais encontram, porventura, na maldita frase do banqueiro Ulrich ["eles aguentam, aguentam"] o mais sórdido apoio aos seus projectos de demolição social e ética. Estão do outro lado das coisas, ignoram a natureza concêntrica das grandes simpatias humanas. Têm o coração oco. Nada sabem dessa humanidade assustada, desvalida, a quem querem roubar o pouco que lhes resta, que sofre nas ruas, nos hospitais, que envelhece no pasmo de desconhecer o que lhes acontece. E ocorre-me a frase de Raul Brandão: "Apenas anseiam por um pouco de ternura e nada mais."»

Artigo completo no DN

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CGTP: Manifestações distritais 16 fev.



Desenho in "Henricartoon"

O Orçamento de Estado para 2013 é um ataque brutal às condições de vida dos enfermeiros.

O Ministério das Finanças/Saúde não aceitaram a proposta do SEP de manter os valores das horas de qualidade e “ir buscar montante igual” aos desperdícios que todos sabemos continuarem a existir no setor, nomeadamente, os contratos milionários de alguns profissionais e técnicos, encaminhamento de doentes para o setor privado, etc.

MAS CONTINUA A NÃO CHEGAR PARA ESTE GOVERNO. O relatório pedido ao FMI é um verdadeiro hino ao neoliberalismo, à destruição das Funções Sociais do Estado, do Serviço Nacional de Saúde e da carreiras dos profissionais de saúde, incluindo a dos enfermeiros.

A ESTAGNAÇÃO no desenvolvimento das carreiras, quando todos os que estamos a trabalhar desde 2004, já deveríamos ter progredido uma posição remuneratória, aumenta e aprofunda discriminação entre os enfermeiros, para além da discriminação perante outros.

A partir deste ano, o valor de referência para todos os que ingressarem na profissão é de 1201, 48€. Entretanto, todos os enfermeiros (e são a maioria) até 27 anos de profissão (incluindo especialistas) é de 1465€ É INJUSTO.

(...)


Em Coimbra é na Pr. República até Pr. 8 de Maio 14,30h

Panfleto no sítio do SEP

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

14N – GREVE GERAL NACIONAL – STRIKE, HUELGA, SCIOPERO, STREIKE, GREV, VAGA, STRAJK



«Dia 14 de Novembro, na Greve Geral, não estarás sozinho! Não estaremos sós! Em vários países da Europa, seremos muitos e muitas a parar de produzir, a parar de comprar e de consumir. Seremos muitos e muitas, por todo o planeta, a expressar a vontade de parar o curso destas (des)governações suicidárias, apenas baseadas na austeridade, no cumprimento cego de medidas de corte orçamental e no desinvestimento nas pessoas, a mando de sanguessugas dos grandes grupos financeiros.

A Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, Malta, Eslovénia, Polónia, República Checa, juntam-se agora vários países da América Latina, nesta imensa jornada de luta. É a resposta internacional de trabalhadores e trabalhadoras, de cidadãos e cidadãs de diversos países que sentem que algo de extraordinário deve ser feito, em nome já não apenas do presente, mas também do futuro das próximas gerações. As políticas de violência austeritária ilimitada, de restrição dos direitos laborais e cívicos e de fragilização da democracia e da liberdade são um ataque à escala global que tem de ter uma resposta ampla e internacional. E nesta Greve Geral juntam-se, pela primeira vez, as vozes de cada um de nós, na Europa, no mundo, num coro de protesto e de busca de alternativas.

Fazer greve no dia 14 de Novembro, para além de um legítimo direito dos trabalhadores e trabalhadoras, é uma exigência de cidadania. Fazer greve nesse dia é muito mais do que não comparecer no local de trabalho. Fazer greve pode ser também um acto de reflexão, de discussão e de criação de alternativas. Não paramos apenas porque estamos fartos destas políticas que afectam sempre as mesmas pessoas, a mando da Troika, que já nem consensualmente reclama austeridade como solução. Paramos porque queremos mesmo mudar de direcção. Porque queremos construir soluções onde todos e todas possam viver em democracia, com direitos iguais e com uma esperança no futuro. Paramos porque queremos parar este violentíssimo Orçamento de Estado, aprovado por deputados que fogem do Povo e proposto por governantes que se escondem do Povo que dizem representar.

E porque uma greve geral não é uma greve contra o nosso patrão, é importante que todos, trabalhadores e trabalhadoras, comerciantes e pequenos ou médios empresários e empresárias, parem o país para mostrar a este governo que já basta! E porque nem todos os cidadãos e cidadãs têm direitos ou garantias laborais que lhes permitam participar nesta Greve Geral, apelamos a que, mesmo assim, se manifestem, de algum modo, solidários com ela: que usem braçadeiras pretas nesse dia, que debatam com colegas, vizinhos, amigos. E que se juntem às diversas manifestações de rua, que convergirão, numa só, para Assembleia da República.

Estaremos na rua a partir das 10h00, na Praça Duque de Saldanha, num piquete móvel que irá percorrer as ruas de Lisboa. A partir das 14h00 concentrar-nos-emos na Embaixada de Espanha, no início da Rua do Salitre (junto à Av. da Liberdade), para demonstrar a solidariedade internacional do protesto. Daí partiremos em direcção à Assembleia da República.

A Greve Geral é uma das nossas armas, é uma forma de dizermos: BASTA! Não estaremos sós!

Ana Nicolau, Bruno Neto, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Marco Marques Neves, Mariana Avelãs, Paulo Raposo, Rita Veloso» Carta via Precários Inflexíveis

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Não passará!



No próximo dia 31, perante a iminência da aprovação de um Orçamento de Estado que é não só injusto mas garantidamente destruidor da economia e da sociedade portuguesa, respondemos ao apelo: Que Se Lixe a Troika! Este Orçamento Não Passará! Às 15h frente ao Parlamento começará uma concentração que se prolongará durante toda a tarde, com convocatórias do Que Se Lixe a Troika, da CGTP e de muitos outros grupos. A sociedade junta-se à volta de uma ideia muito simples: não aceitar o voto favorável a um documento que põe em causa a sua própria coesão e existência. Não passará!

Na continuação das manifestações de 15 de Setembro, de 21 de Setembro, de 29 de Setembro, da Marcha contra o Desemprego, da Manifestação Cultural de 13 de Outubro, na próxima 4ª feira será um novo dia de rua. Cada vez temos menos medo da rua e cada vez mais nos sentimos bem nela, porque é na rua que está a nossa força. Porque é na rua que as pessoas podem recuperar o seu poder. A sua intervenção. A sua participação. Após longas análises do documento que estará a ser votado na generalidade no próximo dia 31, a conclusão é feita a uma só voz, da esquerda à direita: é um documento de destruição do Estado Social, de ataque aos mais fracos, aos desempregados, aos precários, aos funcionários públicos, aos trabalhadores do privado, aos reformados, à Saúde, à Educação, à Cultura, ao Ambiente. É um ataque ao país e à sociedade que nele habita. E contra esse ataque só a sociedade pode responder colectivamente. E o governo de coligação treme. E o CDS já tem necessidade de ameaçar os seus deputados se votarem contra. Este governo-zombie treme, balança e já só a troika o sustenta.

Tal como em Espanha se vêm há muito sucedendo as manifestações contra o orçamento de estado, também Portugal se junta a este processo. Cada vez mais estreitamos ligações e cada vez mais se entende a luta comum, que culminará na greve geral de 14 de Novembro. E se em Espanha já se canta Grândola Vila Morena nas manifestações, em Portugal no dia 31 a partir das 15h gritar-se-á: "Não Passará! Não Passará!"

Em Coimbra haverá um protesto às 19h na Praça da República e organizam-se autocarros vindos das Caldas da Rainha e do Porto com destino a Lisboa para participar no protesto.

Retirado daqui