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quinta-feira, 19 de maio de 2016
Trabalhar por turnos afecta memória, concentração e capacidade de aprender
Estudo indica que as pessoas que trabalham por turnos podem levar até cinco anos a recuperar funções cerebrais perdidas devido ao trabalho rotativo
Um estudo da universidade de Uppsala, na Suécia, demonstrou que que as pessoas que trabalham por turnos, em comparação com aquelas que não têm horários rotativos, precisam de mais tempo para completar um teste habitualmente usado pelos médicos para determinar deficiências na função cognitiva.
A pesquisa, revela a plataforma da Science Daily, foi publicada na revista Neurobiology of Aging e contou com a participação de 7000 indivíduos. "Os nossos resultados indicam que o trabalho por turnos está ligado a piores desempenhos num teste que é frequentemente utilizado para avaliar problemas cognitivos", revelou Christian Benedict, professor no Departamento de Neurociência na universidade sueca. "Os piores desempenhos foram observados apenas em trabalhadores que trabalharam - e continuam a trabalhar - por turnos nos últimos cinco anos. Por oposição, não foi observada qualquer diferença entre os funcionários que nunca trabalham por turnos e aqueles que não o fizeram nos últimos cinco anos", acrescentou o especialista.
Na prática, os resultados indicam que apesar de o trabalho rotativo alterar, efetivamente, as funções cognitivas, tornando as pessoas mais esquecidas, desconcentradas e com maior dificuldade em tomar decisões e aprender sobre assuntos desconhecidos, os impactos dos turnos não são irreversíveis: cinco anos depois de terminarem os horários irregulares, as funções cerebrais mais relevantes são recuperadas, garantem os especialistas.
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Trabalhar por turnos
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Trabalhar por turnos envelhece o cérebro mais depressa
DL 62/79: OE/2015 continua a cortar em 50% as Horas de Qualidade e Extraordinárias. Governo mentiu!Min. Saúde vai rever Suplementos Remuneratórios dos Profissionais até Dez/2014. ( Documento da Greve dos Enfermeiros em 14 e 21 de Novembro )
De acordo com o estudo publicado na revista norte-americana "Esquire", e conhecido esta quarta-feira, alterar os turnos de forma irregular e desregrada pode levar a danos da função cerebral, não só em termos de memória, mas também de rapidez de raciocínio.
O estudo, que também incluiu investigadores de outras universidades europeias, observou, durante 15 anos, cerca de 3000 pessoas que trabalhavam por turnos e que tinham passado por uma rotatividade acentuada de horários. Entre estes trabalhadores, 1197 tinham feito por ano 50 turnos diferentes durante uma década, tendo sido analisada a sua capacidade cognitiva depois de se terem reformado, em 1996, 2001 e 2006.
Foram comparados com outros profissionais com horários regulares e que se reformaram nos mesmos anos.
Os que tinham trabalhado por turnos rotativos apresentavam problemas de memória, de processamento rápido de informação e de deterioração geral das capacidades cognitivas, quanto comparados com os trabalhadores que tinham os horários regulares.
Mas o estudo revela ainda que é possível recuperar as capacidades cognitivas quando for interrompido o trabalho por turnos, embora possam ser necessários cerca de cinco anos.
Nas conclusões do estudo, os investigadores salientam que não é somente a saúde daqueles profissionais que está em causa, mas também a das pessoas com quem lidam.
Este não é o primeiro estudo do género a demonstrar que a rotação de turnos provoca danos na saúde, pesquisas anteriores revelaram que este tipo de rotação irregular leva a níveis mais baixos de serotonina, assim como uma probabilidade elevada de diabetes tipo 2, ataques cardíacos e úlceras.
No entanto, os investigadores são cautelosos em não apontar somente um fator para esta causa, considerando que há dois grandes "suspeitos": a interrupção do relógio interno do corpo e a privação da vitamina D proveniente do sol.
Os efeitos dos padrões de sono perturbado são mais fáceis de perceber, já que o relógio interno, que regula o sono e o apetite, mantém o cérebro em modo de tensão constante. Quando alguém trabalha no turno da noite e depois tem de enfrentar de forma alternada o turno da manhã, sente-se sonolento quando está a trabalhar e ativo quando deveria estar a dormir.
Segundo um estudo mais antigo referido no site "Science Daily", os trabalhadores de turnos noturnos e diurnos, dormem tipicamente menos uma a quatro horas do que a média. Alguns efeitos da privação do sono são imediatamente sentidos: sonolência, raiva, depressão, ansiedade, diminuição do desejo sexual, esquecimento e abrandamento de reflexos.
Em JN
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