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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os experimentos secretos de Israel



Médico legista israelense com um órgão de um provável paciente palestino. Este experimento seria algo ilegal e contra os direitos humanos?


Por Felipe Marques

Autoridades israelenses torturaram e mataram seus presos palestinos e acabaram por fazer experimentos científicos ilegais com os corpos desses prisioneiros mortos. Conforme foi denunciado na última quarta-feira pelo diário circulado na Jordânia Alarab Alyawm, segundo uma fonte que preferiu não mencionar seu nome por medo de represálias, um prisioneiro com nome de Wael Salim perdeu sua vida em uma dessas prisões israelenses que mantém palestinos presos, mesmo por não terem feito nada. É uma carnificina total e absoluta, sem direitos à um advogado para defendê-los e com apenas a obrigação de serem escravos dos israelenses.

O corpo que foi transferido para a capital jordaniana Amã chegou ao IML da cidade com sua língua e laringe retiradas, algumas costelas quebradas e cerca de alguns tecidos e inclusive o seu coração foi retirado do seu corpo, provavelmente para serem feitos experimentos científicos ou inclusive tráfico de órgãos, algo muito forte naquela região do planeta. Estatísticas provam que anualmente centenas de experimentos científicos são feitos com prisioneiros árabes e palestinos.

Estes experimentos foram feitos sem fazer consultas para autorização de seus pacientes, numa clara violação dos direitos humanos por parte do regime israelense. Os pacientes queixaram de serem obrigados a ter uma alimentação de péssima qualidade para servirem de cobaia para o regime, e após manifestarem doenças serem tratados de forma praticamente desumana pelo regime israelense.

Lembrando que a antropóloga israelense, Meira Weiss denunciou o roubo maciço de vários corpos de israelenses mortos nas prisões para utilizarem seus órgãos para experimentos científicos. Em seu novo livro, Weiss afirma que visitou o Instituto Abu Kabir, um laboratório de investigação forense no bairro de mesmo nome na cidade israelense de Tel Aviv onde entre 1996 e 2002 os corpos de soldados israelenses e palestinos mortos nos territórios ocupados onde aconteceria a dos corpos de judeus e mulçumanos palestinos para a extração dos órgãos de palestinos para experimentos científicos e transplantes à pedido do exercito de Israel. Estes transplantes eram feitos para os mesmos combatentes da guerra ou para pessoas que estavam na fila para a cirurgia no lado israelense ou então eram utilizados para pesquisas universitárias do mesmo lado.

Original aqui

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Médicos e cientistas do Reino Unido e de Itália denunciam a agressão militar israelita em Gaza



Crianças assassinadas em Gaza devido aos bombardeamentos indiscriminados das forças sionistas


“Somos médicos e cientistas, que passamos a nossa vida a desenvolver meios para cuidar e proteger a saúde e as vidas. Também somos pessoas informadas; ensinamos a ética das nossas profissões, conjuntamente com o conhecimento e a prática. Todos trabalhámos em Gaza e conhecemos há anos a sua situação.

Baseando-nos na nossa ética e prática, denunciamos o que testemunhamos na agressão a Gaza por Israel. Pedimos aos nossos colegas, velhos e jovens profissionais, que denunciem esta agressão israelita. Desafiamos a perversidade de uma propaganda que justifica a criação de uma urgência para mascarar um massacre, uma suposta “agressão defensiva”. Na realidade, trata-se de um ataque implacável de duração, extensão e intensidade ilimitadas. Queremos referir os factos tais como os vemos e as suas implicações nas vidas das pessoas.

Estamos chocados pelo ataque militar a civis em Gaza sob o pretexto de castigar os terroristas. Este é o terceiro ataque militar em grande escala a Gaza desde 2008. De cada vez, o número de mortes confirmadas refere-se principalmente a pessoas inocentes de Gaza, em particular mulheres e crianças, sob o pretexto inaceitável de Israel erradicar os partidos políticos e a resistência à ocupação e ao cerco que impõe.

Esta ação também aterroriza aqueles que não são diretamente atingidos e fere a alma, a mente e a resiliência da geração jovem. A nossa condenação e aversão são agravadas ainda mais pela negação e proibição de Gaza receber ajuda externa e suprimentos para aliviar as terríveis circunstâncias.

O bloqueio a Gaza está mais apertado desde o ano passado e tem um custo mais gravoso para a sua população. Em Gaza, as pessoas sofrem de fome, sede, poluição, escassez de medicamentos, eletricidade e de todos os meios para obter um rendimento, não só por serem alvejadas e bombardeadas. Crise de energia, escassez de gasolina, escassez de água e comida, vazão de esgoto e sempre a diminuição dos recursos são catástrofes provocadas directa e indirectamente pelo cerco.

O povo da faixa de Gaza está a resistir a esta agressão, porque quer uma vida melhor e normal e, mesmo quando chora de tristeza, dor e terror, rejeita uma trégua temporária que não oferece uma oportunidade real de um futuro melhor. Uma voz no meio dos ataques em Gaza é de Um Al Ramlawi que fala por todos em Gaza: "Eles estão a matar-nos a todos, de toda a maneira — ou uma morte lenta pelo cerco, ou uma rápida pelos ataques militares. Nós não temos nada a perder — devemos lutar pelos nossos direitos, ou morrer ao tentar.”

Gaza tem sido cercada por mar e terra desde 2006. Qualquer indivíduo de Gaza, incluindo pescadores, que se aventure além de 3 milhas marítimas da costa de Gaza, arrisca-se a ser baleado pela marinha israelita. Ninguém de Gaza pode sair pelos dois únicos check-points, Erez ou Rafah, sem permissão especial dos israelitas e dos egípcios, o que é difícil de obter para muitos, se não impossível. As pessoas de Gaza não podem ir para o estrangeiro para estudar, trabalhar, visitar famílias ou fazer negócios.

Feridos e doentes não podem sair facilmente para obter tratamento especializado fora de Gaza. Foram restringidas as entradas de alimentos e medicamentos em Gaza e muitos produtos essenciais para a sobrevivência foram proibidos.

Antes do presente ataque, os produtos médicos armazenados em Gaza já estavam no nível mais baixo de todos os tempos devido ao cerco. Esgotaram-se agora. Da mesma maneira, Gaza é incapaz de exportar os seus produtos. A agricultura tem sido severamente prejudicada pela imposição de uma zona-tampão, e não podem ser exportados produtos agrícolas devido ao bloqueio. 80% da população de Gaza é dependente das rações de comida da ONU.

Muitos dos edifícios e da infraestrutura de Gaza foram destruídos durante a operação Chumbo Derretido, em 2008-09, e os materiais de construção foram bloqueados, de modo que escolas, casas e instituições não podem ser correctamente reconstruídas.

As fábricas destruídas pelos bombardeamentos raramente foram reconstruídas, acrescentando o desemprego à miséria.

Apesar das condições difíceis, o povo de Gaza e os seus líderes políticos actuaram recentemente para resolver os seus conflitos "sem braços nem danos" através do processo de reconciliação entre as facções, os seus líderes renunciando a títulos e posições, para que um governo de unidade pudesse ser formado, abolindo a política factional que existe desde 2007. Esta reconciliação, embora aceite por muitos na comunidade internacional, foi rejeitada por Israel. O actual ataque israelita cortou esta oportunidade de unidade política entre Gaza e a Cisjordânia e separou uma parte da sociedade palestiniana, destruindo a vida do povo de Gaza. Sob o pretexto de eliminar o terrorismo, Israel está a tentar destruir a crescente unidade palestiniana. Entre outras mentiras, é afirmado que os civis em Gaza são reféns do Hamas, quando a verdade é que a faixa de Gaza está cercada pelos israelitas e egípcios.

Gaza tem sido bombardeada continuamente durante os últimos 14 dias, seguindo-se agora a invasão terrestre por tanques e milhares de tropas israelitas. Mais de 60.000 civis do norte de Gaza foram intimados a deixar as suas casas. Estas pessoas deslocadas internas não têm para onde ir uma vez que o centro e o sul de Gaza estão também sujeitos ao bombardeamento de artilharia pesada. Toda Gaza está a ser atacada. Os únicos abrigos em Gaza são as escolas da Agência da ONU para os refugiados (UNRWA), abrigos incertos já alvejados durante a operação Chumbo Derretido, onde muitas pessoas morreram.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza e o escritório da ONU para a coordenação de assuntos humanitários (OCHA), até 21 de julho 149 dos 558 mortos em Gaza e 1.100 dos 3.504 feridos eram crianças. Os que estão enterrados sob os escombros ainda não estão contados. Enquanto escrevemos, a BBC noticia o bombardeamento de um outro hospital, que atingiu a unidade de cuidados intensivos e salas de cirurgia, com mortes de pacientes e funcionários. Há agora receios relativamente ao principal hospital Al Shifa. Além disso, a maioria das pessoas estão psicologicamente traumatizadas em Gaza. Qualquer pessoa com mais de 6 anos já viveu o seu terceiro ataque militar por parte de Israel.

O massacre em Gaza não poupa ninguém e atinge deficientes e doentes em hospitais, crianças brincando na praia ou em cima do telhado, com uma grande maioria de não-combatentes. Hospitais, clínicas, ambulâncias, mesquitas, escolas e edifícios de imprensa têm sido todos atacados, com milhares de casas particulares bombardeadas, o fogo claramente direcionando para alvejar famílias inteiras e matá-las dentro das suas casas, privando as famílias de suas casas ao mandá-las sair uns minutos antes da destruição. Uma área inteira foi destruída em 20 de julho, deixando milhares de pessoas deslocadas sem tecto, ao lado de centenas de feridos e matando pelo menos 70 — isto é muito além do propósito de encontrar túneis. Nenhum destes são objetivos militares. Estes ataques visam aterrorizar, ferir a alma e o corpo das pessoas e tornar-lhes a vida impossível no futuro, assim como também demolindo as suas casas e proibindo os meios para reconstruir.

É usado armamento conhecido por causar danos a longo prazo na saúde de toda a população; em particular armamento de não fragmentação e bombas de ponta-dura. Vemos armamento de precisão a ser usado indiscriminadamente em crianças e vemos constantemente que as chamadas armas inteligentes falham a precisão, a menos que elas sejam deliberadamente usadas para destruir vidas inocentes.

Denunciamos o mito propagado por Israel de que a agressão é feita com a preocupação de poupar as vidas de civis e o bem-estar das crianças.

O comportamento de Israel insultou a nossa humanidade, a nossa inteligência e dignidade, bem como a nossa ética profissional e os nossos esforços. Até mesmo aqueles de nós que querem ir e ajudar são incapazes de chegar a Gaza devido ao bloqueio.

Esta "agressão defensiva" de duração, extensão e intensidade ilimitadas tem de ser travada.

Além disso, se o uso de gás for confirmado, isto é inequivocamente um crime de guerra, pelo qual, antes de mais nada, sanções graves terão de ser tomadas imediatamente sobre Israel, assim como a ruptura de qualquer comércio e acordos de colaboração com a Europa.

No momento em que escrevemos, são relatados outros massacres e ameaças sobre o pessoal médico nos serviços de urgência e o impedimento da entrada de comboios de ajuda humanitária internacional. Enquanto cientistas e médicos, não podemos ficar em silêncio enquanto este crime contra a humanidade continua. Instamos os leitores a também não ficarem em silêncio. Gaza presa no cerco está a ser morta por uma das maiores e mais sofisticadas máquinas militares modernas. A terra está envenenada por detritos de armas, com consequências para as gerações futuras. Se aqueles de nós capazes de se exprimir não o fazem e não tomam uma atitude contra este crime de guerra, também somos cúmplices da destruição das vidas e das casas de 1,8 milhão de pessoas em Gaza. Registamos com consternação que apenas 5% dos nossos colegas académicos israelitas assinaram um apelo ao seu governo para parar a operação militar contra Gaza.

Somos tentados a concluir que, à excepção desses 5%, o resto dos académicos israelitas é cúmplice do massacre e da destruição de Gaza. Vemos também a cumplicidade dos nossos países na Europa e América do Norte neste massacre e a impotência mais uma vez das instituições e organizações internacionais para parar este massacre.”

A carta aberta foi publicada na The Lancet e reproduzida em SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA