Theresa Krinninger
Cada vez menos indústrias dominam o mercado de alimentos, indica estudo; através de fusões, empresas na cadeia de produção ficam cada vez maiores, e quem perde são os produtores e consumidores
"Está na hora de voltar nossos interesses para além do que chega ao nosso próprio prato", comenta um texto explicativo do "atlas dos conglomerados" Konzernatlas 2017, que a Fundação Heinrich Böll, ligada ao Partido Verde alemão, divulgou em meados de janeiro em Berlim, em conjunto com a Fundação Rosa Luxemburgo, a Liga do Meio Ambiente e Proteção da Natureza (Bund), as ONGs Germanwatch e Oxfam e a publicação mensal Le Monde Diplomatique.
Todos são atingidos pela forma como a indústria agrícola e alimentar está evoluindo. Os mais afetados, no entanto, são os elos mais fracos na cadeia de produção: os agricultores e a classe trabalhadora nos países emergentes e em desenvolvimento, que são os mais expostos ao poder de mercado das corporações.
Ao mesmo tempo, através de fusões, as empresas ao longo da cadeia de produção ficam cada vez maiores. Desde 2015 aconteceram 12 megafusões, ou uma a cada dois meses, em média. No ano passado, o setor agrícola e alimentar foi o mais atingido; a indústria agroquímica "encolhe para ficar especialmente grande", escrevem os autores.
No agronegócio global, sete empresas dominam a produção mundial de pesticidas e sementes. No fim de 2017, no entanto, a agricultura terá outra cara. "Estamos vendo que, em breve, não vamos mais lidar com oligopólios, mas com três grandes monopólios", afirma Barbara Unmüssig, membro da diretoria da Fundação Heinrich Böll e coeditora do Konzernatlas 2017.
No agronegócio global, sete empresas dominam a produção mundial de pesticidas e sementes
Política sob pressão
O grupo alemão Bayer pretende comprar a produtora de sementes americana Monsanto, tornando-se assim a maior fabricante mundial de agroquímicos. As companhias americanas DuPont e Dow Chemical deverão se fundir, e a ChemChina planeja comprar a empresa química suíça Syngenta.
"Quanto mais poder de mercado se concentra nas mãos de algumas poucas empresas, não somente os consumidores e consumidoras ficam dependentes de seus produtos, mas também os agricultores e agricultoras, a quem são ditados os preços que têm de pagar por sementes e pesticidas", aponta Unmüssig, acrescentando que a liberdade de escolha dos consumidores diminui, e a pressão sobre a política aumenta. "Quanto mais se concentra o poder de mercado, mais os políticos se tornam vulneráveis."
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Bayer-Monsanto: uma união diabólica
Imagem: Enrico Bertuccioli
Hedelberto López Blanch (Rebelión)
«A anunciada compra em curso da Monsanto pela Bayer é uma imagem da colossal dimensão e concentração que o capital monopolista assume na fase actual do capitalismo. E do seu significado para a humanidade: duas empresas cujo historial é o de uma sucessão de danos e de autênticos crimes, cuja acção torna muitos medicamentos e produções agrícolas em fontes de destruição e doença. E daí retiram superlucros.
As empresas Bayer e Monsanto, em lugar de beneficiarem a população mundial com os seus medicamentos e alimentos transgénicos provocam em contrapartida, em muitas ocasiões, graves enfermidades e até a morte a numerosas pessoas, ao mesmo tempo que ampliam constantemente os seus enormes lucros.
Após vários meses de negociações, a companhia farmacêutica alemã Bayer confirmou a compra do fabricante estado-unidense de Transgénicos Monsanto por 66 000 milhões de dólares.
O acordo deverá ser fechado em finais de 2017 e se por qualquer motivo fracassar a Bayer indemnizará a Monsanto em 2 000 milhões de dólares.
Para o acordo a enorme companhia alemã fará um aumento de capital e contratará um crédito ponte de 57 000 milhões de dólares com os bancos Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs, HSBC e JP Morgan. A aquisição de Monsanto converterá também a Bayer no maior produtor de sementes e pesticidas do mundo.
Ambas as empresas têm um enorme e perigoso historial contra a saúde das pessoas relacionado com produtos criados a partir da utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
Vejamos alguns dos grandes problemas criados por essas empresas. As pastilhas confeccionadas à base da hormona drospirenona custaram à Bayer 2 000 milhões de dólares, em pagamentos a cerca de 10 000 mulheres para evitar longos expedientes judiciais e mais escândalos.
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Hedelberto López Blanch (Rebelión)
«A anunciada compra em curso da Monsanto pela Bayer é uma imagem da colossal dimensão e concentração que o capital monopolista assume na fase actual do capitalismo. E do seu significado para a humanidade: duas empresas cujo historial é o de uma sucessão de danos e de autênticos crimes, cuja acção torna muitos medicamentos e produções agrícolas em fontes de destruição e doença. E daí retiram superlucros.
As empresas Bayer e Monsanto, em lugar de beneficiarem a população mundial com os seus medicamentos e alimentos transgénicos provocam em contrapartida, em muitas ocasiões, graves enfermidades e até a morte a numerosas pessoas, ao mesmo tempo que ampliam constantemente os seus enormes lucros.
Após vários meses de negociações, a companhia farmacêutica alemã Bayer confirmou a compra do fabricante estado-unidense de Transgénicos Monsanto por 66 000 milhões de dólares.
O acordo deverá ser fechado em finais de 2017 e se por qualquer motivo fracassar a Bayer indemnizará a Monsanto em 2 000 milhões de dólares.
Para o acordo a enorme companhia alemã fará um aumento de capital e contratará um crédito ponte de 57 000 milhões de dólares com os bancos Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs, HSBC e JP Morgan. A aquisição de Monsanto converterá também a Bayer no maior produtor de sementes e pesticidas do mundo.
Ambas as empresas têm um enorme e perigoso historial contra a saúde das pessoas relacionado com produtos criados a partir da utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
Vejamos alguns dos grandes problemas criados por essas empresas. As pastilhas confeccionadas à base da hormona drospirenona custaram à Bayer 2 000 milhões de dólares, em pagamentos a cerca de 10 000 mulheres para evitar longos expedientes judiciais e mais escândalos.
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